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Diário da Região

11/10/2015 - 01h10min

Contagem regressiva

Para viajar sem medo do dólar alguns destinos são boas opções

Contagem regressiva

Agência O Globo Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, é um importante roteiro no nordeste em razão das belezas naturais
Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, é um importante roteiro no nordeste em razão das belezas naturais

Ainda não é nem Natal, mas já está na hora de planejar as férias de janeiro, quando muitos brasileiros trocam crachás e cadernos escolares por roupas de banho. Mas como pensar em viajar com o dólar na casa dos R$ 4? A solução é apostar no turismo doméstico ou em destinos cuja moeda é mais vantajosa para os bolsos brasileiros. A disparada do dólar tem jogado por terra um antigo e estranho dogma do turismo nacional, de que era mais barato pegar sol no Caribe que no Nordeste.

"Hoje em dia essa balança mudou, muito por causa do dólar, que influencia muito os preços das companhias aéreas e na negociação com os hotéis internacionais, que também é feita em dólar", explica a presidente da Associação Brasileira de Operadora de Viagens (Braztoa), Magda Nassar, que enxerga no atual momento do país uma oportunidade. "Em tempos de crise econômica o viajante costuma abrir seus horizontes, descobrir novos destinos e valorizar mais o próprio país".

Um exemplo: pela CVC, um pacote com sete noites no Iberostar Bahia Resort, em Praia do Forte, cinco estrelas com serviço all inclusive e passagem aérea para o Rio de Janeiro, sai a R$ 4.938 por pessoa em quarto standard duplo. Pacotes para mesmo período, em resorts de praia similares, com os mesmos serviços e parte aérea custam, por pessoa, R$ 7.605 em Cancún (México) e R$ 8.128 em Punta Cana (República Dominicana). Ainda assim, os dois destinos caribenhos, se descontado o trecho aéreo, ainda têm bons preços, graças à cotação das moedas locais. A operadora Schultz, por exemplo, tem pacotes de sete noites para Cancún, com aéreo e resorts all inclusive, por US$ 1.518, US$ 500 abaixo do valor praticado no verão passado.

A opinião de Magda é compartilhada por boa parte do mercado de turismo brasileiro, que esteve reunido na 43ª edição da Abav Expo, realizada em São Paulo na semana passada. Na feira, promovida pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), os destinos domésticos ganharam importante destaque. Às vésperas do verão, os sempre populares destinos de praia do Nordeste são sucesso garantido. Os resorts do litoral baiano continuam como as grandes estrelas da região, mas outros polos têm se tornado mais populares, como Natal (e praias do Rio Grande do Norte) e Recife, porta de entrada para passeios menos praieiros, como pelo Vale do São Francisco e a recém-lançada Rota Metropolitana dos Museus.

Recordes no Brasil

A procura por destinos nacionais é um efeito claro da alta do dólar ao longo deste ano. De acordo com pesquisa realizada em agosto pelo Ministério do Turismo, 78% dos brasileiros pretendem viajar para destinos dentro do país nos seis meses seguintes. O índice é o mais alto dos últimos cinco anos e 5,9% a mais que agosto de 2014, quando US$ 1 custava o equivalente a R$ 2,26. "Para o verão temos esperança em Foz do Iguaçu, que sempre pareceu mais valorizado por estrangeiros que pelos próprios brasileiros. Mas esse ano a procura tem sido bem maior", garante Gilberto Hingel, diretor da Litoral Verde Viagens, operadora especializada em mercado nacional. 

A esperança tem fundamento nos números de visitação ao parque na fronteira com Argentina e Paraguai. No primeiro semestre deste ano, bateu o recorde histórico, com 755,8 mil visitantes. Só em julho passado foram 175.638 turistas, sendo 90.814 brasileiros, 22% a mais que em 2014. Um exemplo bem nítido dos novos tempos pode ser visto no município de Penha, 120km de Florianópolis. Lá funciona o Beto Carrero World, o maior parque temático da América Latina, que este ano deve superar pela primeira vez a marca de dois milhões de visitantes, muitos deles em clara substituição aos parques de Orlando. Enquanto um adulto paga US$ 102 (R$ 408, em cotação de 28 de setembro) para entrar no Islands of Adventure, no Universal Orlando Resort, ou US$ 105 (cerca de R$ 420) para o Magic Kingdom, no Walt Disney World, o bilhete para um dia no parque catarinense sai por R$ 130. 

Há pacote com aéreo e sete diárias no Lagoa Eco Lodge, na Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, por R$ 2.389. Também há roteiros menos praianos na região. Quem estiver em Recife pode conhecer o Vale do São Francisco. A Transmundi tem pacote terrestre de sete noites com visitas a vinícolas, passeios de catamarã pelo rio e almoços em fazendas por R$ 2.758 por pessoa.

Bariloche sem neve é mais em conta

O verão de 2016 pode ser também a oportunidade para conhecer melhor países vizinhos, onde não há tanta disparidade cambial e os preços continuam bem acessíveis. Melhor ainda se for fora da temporada usual, como o caso da região dos Lagos Andinos, entre Argentina e Chile. Um dos resorts de neve mais populares entre os brasileiros, Bariloche é ainda mais bonita no verão. Em vez de deslizar as montanhas nevadas, o visitante pode fazer caminhadas em trilhas cobertas de verde ou descer corredeiras em pequenos botes. A estação também é a ideal para percorrer e apreciar a cênica Rota dos Sete Lagos, que às vezes fecha no inverno por causa da neve. Os pacotes para Bariloche podem custar até 30% menos no verão que nos meses de inverno.

O dólar americano tornou uma pechincha até destinos que nunca foram famosos necessariamente por serem baratos. As estações de esqui nos arredores de Vancouver ou Quebéc, no Canadá, estão com pacotes mais em conta que as tradicionais montanhas americanas de Colorado, Utah ou Califórnia, muito graças à cotação do dólar canadense, a 'apenas' R$ 3. A diferença também pode ser sentida no bolso de quem quer passar o mês de férias estudando inglês. Um curso de quatro semanas, com hospedagem, em Toronto, custa R$ 3.140 pela CI. Serviço similar em Boston sai a R$ 5.454. Aliás, passar um mês estudando também sai mais barato na África do Sul (R$ 4.075, na Cidade do Cabo), país cuja moeda, o rande, é desvalorizada em relação ao real e onde é possível achar pacotes para safáris até 25% mais em conta do que em janeiro de 2015. 

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