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Diário da Região

26/05/2015 - 00h43min

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O uso da laparoscopia pela urologia

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Explorar a cavidade por meio de instrumentos endoscópicos foi uma ideia iniciada em animais em 1901, pelo médico alemão Kelling. Em 1910, o sueco Jacobeus foi o primeiro a utilizar essa técnica em seres humanos, descrevendo achados clínicos em 115 pacientes. Aos poucos, a técnica foi se desenvolvendo na Europa, devido à contribuição de médicos e engenheiros. 

Janus Veress, na Hungria, desenvolveu a agulha retrátil para punção abdominal e posterior insuflação abdominal. Em 1952, os franceses Florestier, Gladu e Valmièrre desenvolveram um novo método de transmissão de luz através de uma haste de quartzo, que melhorou muito a qualidade da iluminação e reduziu a chance de lesões térmicas e elétricas pela extremidade do endoscópio. 

No mesmo ano, na Inglaterra, Hopkins e Kapany desenvolveram a fibra óptica e um novo sistema de lentes. Em 1970, o alemão Kurt Semm introduziu grandes modificações nessa técnica, sendo considerado o pai da laparoscopia moderna, com o desenvolvimento do insuflador automático de gás carbônico, bisturis elétricos, pinças de hemostasia, fios e materiais de sutura e inúmeros outros instrumentais, que propiciaram o início da laparoscopia intervencionista de fato, não só diagnóstica. Em 1980, graças à introdução pelos japoneses de câmeras miniaturizadas, materializou-se concretamente o sonho da videolaparoscopia. A colecistectomia laparoscópica (retirada da vesícula biliar por vídeo) foi introduzida na cirurgia gastroenterológica e mudou drasticamente a especialidade.

 

Rui Nogueira Barbosa Rui Nogueira Barbosa é médico urologista da Clínica “Urologia Eliseu Denadai”, chefe da Clínica Urológica do Hospital Beneficência Portuguesa, mestre e doutor em Cirurgia pela Unicamp e professor da Unilago

Na Urologia, Cortesi e seus colaboradores publicaram em 1976 a sua utilização diagnóstica em testículos intra-abdominais (criptorquidia bilateral), num jovem de 18 anos. Sua introdução, como técnica cirúrgica, deu-se nos Estados Unidos, em 1990, por Clayman e colaboradores, que realizaram a primeira nefrectomia (retirada do rim) em uma senhora de 80 anos com tumor renal. Esse autor norte-americano sistematizou e divulgou vários outros procedimentos em Urologia.

No Brasil, essa técnica foi iniciada em São Paulo, por duas adrenalectomias laparoscópicas: a primeira realizada pelo Dr. Anuar Ibrahim Mitre, em 1994, e logo em seguida, em 1996, um feocromocitoma foi operado pelo Dr. Lísias Castilho, ambos, na época, professores de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Hoje, atuam no Hospital Sírio-Libanês, onde proporcionam a difusão da técnica através de um curso de pós-graduação em cirurgia urológica minimamente invasiva (laparoscopia e robótica).

Outro grande nome iniciador dessa técnica é o de Mirandolino Mariano, do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, trazido a Rio Preto para um curso prático de laparoscopia urológica em animais, em 2001, onde realizou a primeira laparoscopia urológica da cidade, no hospital Beneficência Portuguesa. As indicações da laparoscopia em Urologia são inúmeras, de acordo com o órgão-alvo a ser abordado: cirurgias renais, cirurgia renal e ureteral, testículos, glândulas adrenais ou suprarrenais, próstata e bexiga.

O importante a salientar da técnica laparoscópica é que, na maioria das vezes, ela proporciona melhor recuperação do paciente, com volta precoce às suas atividades diárias, incisões cirúrgicas menores, menor estada hospitalar e menor sangramento intraoperatório. Claro que cada caso é um caso específico, com suas nuances, e o paciente deve ser considerado como um todo, mas hoje em dia há urologistas e centros hospitalares capacitados nessa importante técnica em nossa cidade, não mais necessitando o deslocamento para serem operados em cidades maiores. Esclareça seu caso com seu urologista! 

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