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Diário da Região

22/03/2015 - 02h45min

Alimentação

O poder dos alimentos orgânicos

Alimentação

Hamilton Pavam Salada de folhas com beterraba, hambúrguer de cenoura, arroz integral, abobrinha refogada, lentilha e melancia, exemplo de cardápio orgânico na Grindélia
Salada de folhas com beterraba, hambúrguer de cenoura, arroz integral, abobrinha refogada, lentilha e melancia, exemplo de cardápio orgânico na Grindélia

Alimentação saudável e balanceada é importante em qualquer fase da vida. Mas será que ter um prato colorido, conforme recomendado pelos especialistas, é garantia de uma vida saudável? Alguma vez você se questionou como é o cultivo dos alimentos que coloca em seu prato? Muitos deles podem fazer mal à saúde e ao meio ambiente, devido à quantidade de agrotóxicos que carregam. A solução para esse problema está nos orgânicos. 

Sylvia Wachsner, coordenadora do projeto Centro de Inteligência de Orgânicos, da Sociedade Nacional de Agricultura, entidade privada, de utilidade pública, no Rio de Janeiro, explica que os produtos orgânicos não utilizam agrotóxicos, transgênicos e fertilizantes sintéticos. São isentos de quaisquer resíduos agroquímicos prejudiciais à saúde humana e animal, mais seguros para o consumidor e sua produção não contamina o meio ambiente. 

"A produção orgânica preserva o solo e a qualidade da água, promove a biodiversidade, garante renda para pequenas propriedades e contribui para melhorar a saúde dos agricultores. Os produtos, que atendem a uma regulamentação específica para assegurar sua procedência e credibilidade, são certificados por entidades cadastradas no Ministério da Agricultura", diz.

Custo-benefício

Recentemente, Creusa abriu dentro do seu armazém um restaurante com foco na alimentação orgânica e saudável. "Este espaço foi criado pensando em ter o máximo de itens orgânicos, atingindo praticamente 90% de produtos orgânicos certificados. Para dizer que é orgânico, precisa cumprir uma legislação do Ministério da Agricultura e ter certificados. Digo 90% porque quando não consigo um item orgânico deixo claro para os clientes de forma transparente", diz.

O estabelecimento, recém-inaugurado, foi criado para ter uma comida caseira, saborosa, saudável e em ambiente agradável. "Minha preocupação é com nossa saúde". Usamos sal com 50% de sódio. Não fazemos frituras e usamos forno combinado. Usamos produtos de época (sazonais). Por exemplo, não consigo produzir morango orgânico em dezembro."

Com a feira e a abertura do restaurante, Creusa quer provar para o consumidor o custo-benefício dos alimentos orgânicos. "É um mito achar que alimentação orgânica é muito cara. Você até pode gastar um pouco mais ao adquirir um produto orgânico, mas a durabilidade deste produto na geladeira é muito maior, logo, a perda é menor. A saúde, em médio prazo, ganha muito." 


Mercado em crescimento

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil tem mais de 10 mil produtores agrícolas de orgânicos registrados no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos. No mundo, o faturamento global com orgânicos chegou a 64 bilhões de dólares em 2013, crescimento de 8% em relação ao ano anterior, segundo a Federação Internacional de Agricultura Orgânica. Os EUA lideram, seguidos por Alemanha (7 bilhões de dólares) e Canadá (4,4 bilhões). E se as previsões se confirmarem, no Brasil o mercado de produtos orgânicos deve movimentar uma cifra de 10 bilhões de reais até 2020.

Para Sylvia Wachsner, esse crescimento tem explicação lógica, umas vez que a produção orgânica atende aos princípios agroecológicos, como o uso responsável do solo, da água, do ar, o respeito ao meio ambiente e a sustentabilidade social e econômica. "O solo é visto como fonte de vida. Sua qualidade e o equilíbrio da fertilidade são essenciais para a sustentabilidade da agricultura. Seguir esses princípios e normas resulta em alimentos saudáveis, que respeitam e favorecem as condições de trabalho do homem no campo", diz ela. 

"A regulamentação estreitou a confiança na relação existente entre produtores e consumidores. Os consumidores passaram a ter garantia de que estão comprando um produto realmente orgânico. A relação de confiança que sempre existiu passou a ter mais respaldo", completa Sylvia.


Por uma vida saudável

A empresária rio-pretense Creusa Manzalli de Toledo conta que sempre se preocupou com a alimentação. "A ideia de cozinhar faz parte da história da minha família, que, por ser italiana, sempre foi preocupada em ter mesa farta e também plantavam, colhiam e faziam seus alimentos. Cresci fazendo tudo isso, mas foi ao cursar farmácia que comecei a pensar mais no assunto", conta.Em 1987, Creusa teve a oportunidade de conhecer a agricultura orgânica e logo se apaixonou, mas na época se deparou com um problema: onde comprar? 

"A dificuldade era grande e os preços altos, mas a decisão de inserir produtos orgânicos, quase que 100%, em minha vida ocorreu anos depois, quando tive sério problema de saúde", diz. Creusa continua: "Comecei a procurar produtores certificados, por meio da certificadora IBD, e localizei alguns aqui na nossa região - que é farta de produtores. Temos em Itápolis, Nhandeara, Neves Paulista, Potirendaba, Urupês, Nova Itapirema, Turiuba. Entrei em contato com eles e fui participar de uma reunião. Lá os convidei para trazerem seus produtos para Rio Preto e a vender no meu estabelecimento. Há 4 anos oferecermos, todos os sábados, a Feira de Orgânicos, dentro do Armazém Grindélia. Recentemente, às quartas-feiras, a feira ocorre na outra unidade, na Redentora. Assim posso ajudá-los e tenho o privilégio de comer os produtos orgânicos."

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