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Diário da Região

30/05/2016 - 16h52min

Especial

O feminismo de Isabela Capeto

Especial

Dan Behr/Divulgação Isabela Capeto fala sobre sua carreira no mundo da moda (Foto: Dan Behr/Divulgação)
Isabela Capeto fala sobre sua carreira no mundo da moda (Foto: Dan Behr/Divulgação)

O gosto pela moda começou muito antes de se mudar para Itália e fazer faculdade na Accademia di Moda em Florença. “Sempre gostei. Brincava de criar roupas para as minhas bonecas e pedia ajuda para confeccionarem para mim”, relembra.
Foi em Florença, há 17 anos, que a brincadeira de menina virou realidade e desde então, ela tem uma trajetória de sucesso e é reconhecida como uma das mais prestigiadas estilistas brasileiras.

Depois de passar por importantes grifes cariocas e pela área de estamparia da Fábrica Bangu, Isabela Capeto decidiu, em 2003, criar sua própria marca e ganhar o mundo. Ela não para, está sempre pensando em algo novo e criar está em seu DNA. Isabela não segue tendências, suas criações são livre e quase que exclusivas. Em 2012, lançou uma segunda marca, a Ibô, seu apelido de infância, com peças feitas a partir do reaproveitamento de materiais em um processo chamado upcycling, com diversos produtos licenciados em seu nome.

Já se aventurou em uma linha home, transita com maestria por algumas das mais conceituadas lojas de departamento do mundo, como Barneys New York, Colette e Le Bon Marché. A parceira com a C&A fez tanto sucesso que já rendeu outras coleções. Em um bate-papo com a revista Vida&Arte ela fala de tudo isso e muito mais. 

V&A - Como você busca inspiração para suas coleções?

Isabela - Não sigo tendências, nunca. As minhas criações são livres, sem essa ditadura de mercado. As inspirações chegam através de livros, viagens, histórias que escuto.

V&A - Quais são suas apostas para o verão  2017?

Isabela - Como eu falei não sigo e nem acredito em tendências. Aliás, uma das discussões do momento no nosso meio, e que eu já venho falando há tempos, é que vivemos em um País que não tem sentido dividirmos as estações. Eu posso até ter desfilado em uma edição de verão, por exemplo, da São Paulo Fashion Week, mas acredito em roupas atemporais.

V&A - Como é sua escala de produção?

Isabela - A minha escala é muito pequena, as peças são praticamente exclusivas, há produção única também. Confesso que não sei dimensionar esses números.

Desfile Isabela Capeto A inspiração de Isabela Capeto na última temporada foi o tempo. Ela apresentou peças trabalhadas à mão, como os vestidos com mini flores de organza, todas recortadas, pregadas e bordadas (Foto: Agência Fotosite/Divulgação)

V&A - Mesmo trabalhando com peças exclusivas você fechou algumas parceiras com a C&A. Como foi para você a experiência? 

Isabela - Amei ter criado peças para a C&A. Não foi a primeira vez que fizemos uma parceria. No começo foi uma linha infantil, mas desta última vez fui convidada não só para adultos, como também para meninos! Um ótimo desafio. Adoro ver pessoas na rua, que de repente não podem comprar uma peça que está no meu ateliê, usando as minhas criações. Fico super lisonjeada.

V&A - Hoje quais são os licenciamentos em seu nome?

Isabela - Hoje são dois licenciamentos: Chilli Beans e Melissa. Adoro fazer essas parcerias.

V&A - Você já pensou em deixar a produção de roupas e só trabalhar como design? 

Isabela - Não penso em deixar não. Amo criar, desfilar. Mas também posso trabalhar como consultora para empresas, o que não impede a minha produção de roupas.

V&A - Através de suas criações você tenta resgatar o lado romântico e feminino da mulher do século 21?

Isabela - Eu sempre tento resgatar o lado romântico e feminino das mulheres através das minhas criações. Gosto de valorizar a mulher e mostrar o que ela tem de melhor.

V&A - O que nunca fica de fora de suas coleções?

Isabela - Peças femininas, atemporais, bordadas, artesanais, coloridas e estampadas.

V&A - A linha home ficou no passado?

Isabela - Eu adoro reaproveitar tudo e tinha tempo que queria lançar uma linha de peças diferentes para a casa, só que com o mesmo conceito das roupas, tudo muito artesanal. Quem sabe não retomo em um futuro próximo.

V&A - Ao longo desses 17 anos como estilista, algum arrependimento? 

Isabela - Ter vendido a minha marca, o meu nome para a InBrands.

V&A - Como você vê a moda brasileira?

Isabela - Acho que a cada dia que passa está melhor, mais consistente. Amo a moda brasileira. Quando saio por aí, para ver o que está acontecendo no mercado sempre me surpreendo e fico encantada com as novas marcas que têm surgido.

V&A - Quais são seus projetos futuros? Vem novidades por aí?

Isabela - Sou uma metamorfose ambulante, como diria Raul Seixas. Estou sempre mudando e atrás de novidades, tenho uma por minuto. No momento, diferente do resto do povo, estou louca para voltar a ter uma loja de rua, um desfile bem grande. Estou querendo mostrar meu trabalho para muita gente! 

 

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