X

Diário da Região

18/05/2015 - 12h20min

Alérgica a bijuteria?

Mitos e verdades sobre o metal presente em acessórios

Alérgica a bijuteria?

Stock Images/ Divulgação Além das bijuterias, o níquel está presente também no ouro, prata, aço inox, detergentes e maquiagens (Foto: Stock Images/ Divulgação)
Além das bijuterias, o níquel está presente também no ouro, prata, aço inox, detergentes e maquiagens (Foto: Stock Images/ Divulgação)

Coceira, vermelhidão, bolinhas e inflamação. Se você apresentou algum desses sintomas na pele após usar uma bijuteria fique atenta: pode ser alergia ao níquel. Esse material é o que mais provoca reações alérgicas de contato entre acessórios e a pele. O melhor tratamento, nesses casos, é evitar o uso de brincos, anéis e pulseiras que contenham esse metal.

De acordo com a alergista Eliana Toledo, da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI-SP), não existe nenhum produto seguro ou eficaz para passar nas peças ou na pele antes de utilizar a bijuteria. Aquela recomendação de passar base nas peças, por exemplo, não deve ser seguida.

“Pois a transpiração pode anular esse efeito de “barreira de proteção” que a base proporciona e o paciente pode ter contato com o níquel e apresentar a Dermatite de Contato. Outro problema que pode ocorrer com esse procedimento é o paciente se tornar alérgico também ao esmalte”, explica a alergista.

Os sintomas, segundo Eliana, aparecem de 12h à 24h após o contato com o metal. O níquel está presente também em moedas, chaves, telefones celulares, fechos, botões, arrebites de calças jeans, aro de sustentação de sutiã, maçanetas e fechaduras. Alguns detergentes e maquiagens como sombra, lápis de olhos e rímel podem conter essa substância. Algumas peças de ouro, prata e aço inox também apresentam o metal na composição.

Mesmo quem não tem alergia talvez, um dia, possa desenvolver alguma reação ao metal. Esse tipo de processo alérgico é uma defesa do corpo a algo que incomoda. Na medida em que a pele vai tendo contato contínuo com o material que causa “incômodo”, o organismo torna-se irritado até chegar ao momento em que ele passa a rejeitar o produto.

Além da irritação da pele, o escurecimento (em tom de cinza ou azul) da área em que bijuteria teve contato é outro tipo de reação. Segundo a alergista, não trata-se de uma alergia. No caso, é uma pigmentação causada pela oxidação da prata, que levou ao escurecimento da pele.

Segundo a membro da ASBAI-SP, no caso das crises graves de Dermatite de Contato, são recomendados antialérgicos, orais ou injetáveis, sempre sob orientação de um especialista. “Porém, esse tratamento é de alívio somente. O recomendado é que o paciente seja submetido ao teste cutâneo de contato, ou Patch Teste, para diagnosticar a qual substância é alérgico e então evitar o contato com ela.”

Confira, abaixo, os mitos e verdades sobre o uso de bijuteria

Mito: Alergia a bijuteria não tem cura

Verdade: alergia ao níquel pode desaparecer se o paciente ficar muitos anos sem ter contato com essa substância

Mito: se o paciente alérgico ao níquel ingerir alimentos contendo esta substância, pode apresentar alergia alimentar

Verdade: alergia ao níquel causa Dermatite de Contato que é uma doença limitada à pele. Não causa edema de glote e nem anafilaxia

Mito: ouro, prata e aço inox não contêm níquel

Verdade: ouro de baixo quilate (menor de 12) e objetos velhos de aço inox podem conter níquel e causar Dermatite de Contato

Fonte: Eliana Toledo, membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia da Regional de São Paulo (ASBAI-SP).

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso