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Diário da Região

10/07/2016 - 00h00min

Saúde

Excesso de suor tem cura

Saúde

Stock Images/Divulgação NULL
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Dirigir, manter a maquiagem intacta durante uma festa, usar uma camiseta colorida, cumprimentar pessoas podem ser um pesadelo para muitas pessoas que sofrem de hiperidrose, doença que atinge mãos, pés, axilas ou rosto, causando suor excessivo em cerca de seis milhões de brasileiros.

A hiperidrose se caracteriza por um aumento da sudorese de forma crônica em níveis muito superiores aos considerados normais, necessários para regulação da temperatura corporal. 

Ocorre mesmo em repouso e sem a presença de estímulos. E dura a vida toda, quando não tratado. “Estima-se que aproximadamente 3% da população é acometida pela enfermidade, sendo equivalente a presença em homens e mulheres. Várias regiões do corpo podem ser acometidas, tais como mãos, pés, cabeça, virilha, axilas, costas, entre outras”, explica o cirurgião plástico Paulo Miranda, de Rio Preto.

Alexandre de Oliveira, cirurgião torácico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a doença possui dois tipos - a hiperidrose primária, na qual a transpiração atinge mãos, pés e axilas, tendo causa congênita, e a secundária, na qual o suor pode ser em uma área ou em todo o corpo, podendo ser desencadeada por conta de ansiedade, medicamentos, menopausa, doença cardíaca, pulmonar, lesão na medula e tuberculose.

Para aqueles que sofrem com a doença, Oliveira explica que existem tratamentos dermatológicos que consistem em aplicações de soluções ou cremes adstringentes e banhos elétricos com água salgada na área afetada (iontoforese), que podem reduzir o suor por um período de seis horas a uma semana.

Injeção de toxina botulínica pode funcionar de 4 a 6 meses, entretanto, são necessárias cerca de 50 injeções em cada mão e/ou axila, levando ao custo aproximado de três mil reais por sessão. “Indico para todos os pacientes com hiperidrose a cirurgia. Em nosso hospital, realizamos a Simpatectomia Torácica por videotoracoscopia, com apenas uma incisão de 4 mm”, afirma o especialista.     

A hora certa de procurar ajuda

Segundo o cirurgião plástico e especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, André Colaneri, de São Paulo, a hora de procurar tratamento é quando o suor começa a comprometer a qualidade de vida, constrangendo e interferindo no emocional ou na vida social. 

Miranda reforça que a hiperidrose tem uma repercussão importante no bem-estar cotidiano. “Pode-se até conviver com os sintomas. Porém, sua exacerbação pode trazer estresse emocional, dificultando situações do dia a dia”, diz. 

Pré e pós-operatório

Alexandre de Oliveira, cirurgião torácico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que, durante o pré-operatório, é necessário realizar o exame de sangue, radiografia do tórax e um eletrocardiograma em pacientes sem doenças crônicas. “O pós-operatório é extremamente tranquilo, com o paciente podendo receber alta no mesmo dia do procedimento, com recuperação de no mínimo quatro dias”, destaca.

BE1415 O estudante de medicina Guilherme de Castro usava só roupas escuras para disfarçar o suor debaixo dos braços, mas daí tinha outro incômodo: o calor.

'Pizza' embaixo do braço, nunca mais!

Há um ano, Guilherme Ribeiro de Castro, 29 anos, estudante de medicina, recorreu a cirurgia para se ver livre de um problema que o incomodava, o suor em excesso nas axilas. “Eu não deixava de ir a festas ou qualquer outro evento, mas acabava não ficando até o final. O que mais me incomodava era a 'pizza' debaixo do meu braço. Tinha muita vergonha de ficar no meio das pessoas e, para tentar resolver, comecei a usar roupas mais escuras”, relembra.

Rodrigo achou que disfarçar o problema com roupas escuras ajudaria, mas logo percebeu que não. “O problema de usar roupas escuras é o calor, apesar de disfarçar, acabava por piorar e o suor se estender para mais do que apenas as axilas. Tem também o cheiro. A umidade mais o atrito provocavam mau cheiro.” 

Antes de recorrer à cirurgia, o estudante tentou outros tratamentos. “Fiz com toxina botulínica. Apesar de eficaz, tem um tempo de duração que varia de paciente para paciente e é preciso ser reaplicada. Um processo doloroso, já que é uma região sensível e não ocorre sob o efeito de anestésicos”, explica.

“Agora, depois da cirurgia, já posso ir a festas ou eventos sem me preocupar. Já comecei a trocar para roupas mais claras. O mau cheiro já não me preocupa mais. Todas as situações que me deixavam constrangido se resolveram”, relata.

Tratamentos

- Uso de antitranspirantes de ação local, com efeitos parciais e pobres
- Medicamentos via oral, com o intuito de diminuição do estímulo às glândulas sudoríparas. Embora efetivos, causam efeitos colaterais indesejáveis, o que torna baixa a adesão ao tratamento
- Toxina botulínica tipo A, aplicada de maneira intradérmica, tem grande eficácia no controle temporário da hiperidrose, sendo um dos tratamentos mais difundidos
- Simpatectomia, tratamento cirúrgico usado quando o controle com as demais formas se mostram insuficientes. É bastante efetiva para a resolução da hiperidrose palmar e plantar, porém, tem pouca indicação para a forma axilar. Embora pouco invasivo, é um procedimento realizado em ambiente hospitalar e apresenta alguns riscos cirúrgicos que devem ser bem equacionados e minimizados

Fonte: Paulo Miranda, cirurgião plástico especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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