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26/05/2015 - 12h00min

Saúde preventiva

Cuide dos seus olhos

Saúde preventiva

Stock Images/Divulgação Glaucoma é uma doença ocular assintomática crônica e progressiva, cujo diagnóstico precoce e o tratamento assíduo são as melhores formas de controle
Glaucoma é uma doença ocular assintomática crônica e progressiva, cujo diagnóstico precoce e o tratamento assíduo são as melhores formas de controle

No dia 26 de maio, foi celebrado o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma e especialistas iniciaram uma campanha de conscientização do combate a doença, que acomete 60 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, são um milhão de pessoas com a doença, representando 2% da população. Além disso, o glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no planeta (com 15% dos casos), perdendo apenas para a catarata (40%).

O glaucoma, segundo o oftalmologista Richard Yudi Hida, pode ser definido como uma lesão no nervo óptico, o nervo principal do olho, cuja responsabilidade é a de levar informações visuais até o cérebro, sendo que, tal prejuízo é resultado do aumento na pressão ocular.

“Nos nossos olhos há um fluído claro produzido sem parar, que preenche a parte anterior do olho, chamado de humor aquoso. Ele é produzido atrás da íris e drenado na frente da íris, no ângulo com a córnea. Quando existe uma produção excessiva ou uma dificuldade em drenar o humor aquoso, por alguma razão, existe um represamento desse líquido, aumentando assim, a pressão intraocular. Geralmente, nos casos de glaucoma, essa pressão danifica o nervo óptico de uma forma silenciosa (sem sintomas), podendo levar à cegueira irreversível”, explica Hida.

Para prevenir a doença, é preciso fazer consultas anuais ao oftalmologista, pois é por meio de exames que será possível diagnosticar previamente o problema e, com isso, evitar maiores danos.

Pessoas com antecedentes de glaucoma na família, com mais de 40 anos, afrodescendentes ou asiáticos e diabéticos fazem parte do grupo de risco. O público feminino também deve se preocupar. Cerca de 60% dos pacientes com glaucoma no mundo são mulheres.

Gravidez

Mulheres que queiram engravidar devem consultar um oftalmologista. Isso porque mulheres com glaucoma podem desenvolver complicações causadas pela medicação de uso diário para o controle da pressão intraocular. A OMS estima que 3% dos defeitos congênitos sejam causados pelo uso de medicamentos durante a gravidez.

A importância do diagnóstico do glaucoma antes da gravidez representa uma maior possibilidade de estabilizar o avanço da doença, contribuindo para uma gestação mais tranquila. Já para a mulher grávida que descobre ser portadora de glaucoma a situação é mais delicada. O médico e a paciente terão que decidir qual a melhor estratégia para o tratamento durante a gestação.

Segundo o oftalmologista Kássey Vasconcelos, especialista em glaucoma, a alteração nos hormônios altera o metabolismo hepático das drogas, que ficam mais concentradas na corrente sanguínea. Isso afeta o bebê pela menor troca de oxigênio e nutrientes entre mãe o feto através da placenta. “O uso de colírio para tratar do glaucoma pode induzir à contração da musculatura uterina e levar à interrupção prematura da gestação. Assim como ocasionar alteração da frequência cardíaca do feto”, explica o médico.

Novidade

Regina Cele, diretora da Cloe Oftalmologia Especializada, especialista em glaucoma adulto e infantil, afirma que o tratamento do Glaucoma pode ser clínico ou cirúrgico - não invasivo (por laser) ou invasivo (por cirurgias anti glaucomatosas).

A grande novidade é o laser seletivo para Glaucoma, denominada Trabeculoplastia Seletiva (SLT).
A SLT apresenta efetividade semelhante à Trabeculoplastia com Laser Argônio (ALT), porém causa menor inflamação e efeitos colaterais, tem sido considerada muito importante no tratamento de pacientes Glaucomatosos e Hipertensos Oculares.

Sua principal indicação é o tratamento do Glaucoma primário de ângulo aberto, como uma alternativa menos invasiva que o laser antigo. Poderá ser usada como terapia inicial, nos pacientes que apresentam contraindicações ao tratamento com colírios (contra indicação clínica e na gravidez) ou situações em que exista dificuldade em aderir ao tratamento por efeitos colaterais desconfortáveis do colírio e custo mensal ao paciente.

 

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