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Diário da Região

13/12/2014 - 01h47min

Boca em Boca

Conheça o 'Panetone do Português'

Boca em Boca

Johnny Torres Panetone de frutas cristalizadas
Panetone de frutas cristalizadas

Basta novembro chegar que os fornos da panificadora e padaria Belinha não param. Pães, bolos e salgados ganham a companhia de panetones. Muitos panetones. A produção é quase diária para dar conta das encomendas e vendas na padaria, que fica na Vila Anchieta, em Rio Preto. São 27 anos de tradição na cidade. O responsável pela criação do negócio é o português João Dias Tavares, 72 anos. Faz jus à fama de bons padeiros dos portugueses. Nascido em Envendos, no distrito de Santarém, veio para o Brasil em 1971. Mas antes disso passou por Angola e Alemanha, em experiências bem distintas. No segundo país, foi para trabalhar. No primeiro, como soldado do exército português.


Aos 20 anos, solteiro, foi obrigado a servir o exército. Ficou dois anos em Angola, entre 1962 e 1964, quando o país africano lutava para conseguir a independência do europeu. "Vi muita disputa entre brancos e negros, muita discriminação. E também muitas mortes." Liberado do exército e de volta a Portugal, resolveu tentar a vida na Alemanha. Na época, era comum a migração de portugueses. Tanto que foi no país germânico que conheceu a primeira esposa, Fernanda, que também é portuguesa. "Ganhava-se muito mais na Alemanha. Trabalhei em uma fábrica de carros por cinco anos."


O casal teve dois filhos, Anabela, 44, que nasceu na Alemanha, e Renato, 42, nascido no Brasil. A família resolveu mudar para cá a convite dos irmãos de Fernanda, que já moravam em Rio Preto. A mudança de país foi estranha para João. "São culturas muito diferentes. Sem contar o clima. Lá era frio e aqui muito calor." Em Rio Preto, João seguiu a profissão dos cunhados e abriu um minimercado. Cada um deles ficava em um bairro. O de João era na Anchieta. Ficou por 16 anos no ramo. Nesse período, o casamento acabou e ele conheceu a segunda esposa, Ana Lucia, 54 anos, com quem teve outros dois filhos, Amanda, 28, e João Lucas, 26.


Em 1987, decidiu mudar. Percebeu que faltava ao bairro uma padaria. Não poderia ter tido ideia melhor. Deu como nome à padaria o apelido da filha mais velha, Belinha. Contratou um argentino que produzia pão sem fermento e logo fez fama. As filas em busca do pão diferente - e do tradicional pão francês - eram imensas. Com o tempo, o tal pão sem fermento foi perdendo espaço e hoje nem é mais produzido. Mas opções não faltam nas vitrines da padaria. Bolos, pães doces, salgados e muitos outros. Tudo produzido no próprio local.

Johnny Torres João Dias Tavares com a mulher, Ana Lúcia (de cabelo preto), e os filhos (da esquerda para direita), João Lucas, Anabela e Amanda

Do tradiconal ao trufadoCom exceção de Renato, que é enfermeiro, são os outros filhos de João que comandam a padaria atualmente. Anabela, Amanda e João Lucas são os responsáveis por dar prosseguimento ao negócio de sucesso da família. Sempre sob a supervisão do pai, que ajuda quando possível. São diversos os tipos de panetone. Mas os de maior sucesso são os tradicionais. Frutas cristalizadas e chocolate (chocotones) são os mais vendidos. Produzem também panetone com damasco, banana com damasco, goiabada e uvas passas. Os chocotones são dois tipos, tradicional e com massa de chocolate.Os panetones comuns custam entre R$ 7 e R$ 8. Os minipanetones saem entre R$ 1 e R$ 2. Para quem gosta de bastante recheio, a melhor pedida é o panetone trufado. As opções são chocolate, beijinho e doce de leite com nozes. A produção dos panetones ocorre o ano todo, mas em número bem menor. A partir de novembro, até o final de janeiro, o ritmo aumenta. Além da família, são 13 funcionários na padaria para dar conta de toda a produção. Dois confeiteiros, dois padeiros, uma faxineira, seis balconistas, dois caixas. Eles se revezam durante o expediente, já que o lugar fica aberto durante todo o dia.Receita::: 1 kg farinha de trigo:: 100 gramas de fermento biológico:: 200 gramas de manteiga:: 200 gramas de açúcar:: 15 gramas de mel:: 8 gemas:: 10 gramas de sal:: 250 gramas de frutas cristalizadas:: 150 gramas de uvas passas embebidas no rum:: 1 pitada de aroma de baunilha:: raspas e suco de laranja:: águaPreparo: :: misture a farinha, o fermento e um pouco de água. Deixe descansar por 15 minutos e depois adicione o restante dos ingredientes, colocando as frutas cristalizadas e as uvas por último. Deixe descansar por 20 minutos e, em seguida, faça os modelos. Coloque nas formas e deixe descansar até atingir quase o dobro do tamanho. Leve para assar.Serviço:Padaria Belinha fica na rua Josina Teixeira de Carvalho, 826, Vila Anchieta. Fone (17) 3224 1600. Abre todos os dias. De segunda a sábado, das 6 às 21 horas. Domingo, das 6 às 13 horas.>> Leia aqui o Diário da Região Digital

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