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Diário da Região

31/07/2016 - 00h00min

Artigo

Cirurgia plástica no inverno

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Arquivo Antonio Roberto Bozola é cirurgião plástico, regente de Cirurgia Plástica (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) da Famerp-Funfarme
Antonio Roberto Bozola é cirurgião plástico, regente de Cirurgia Plástica (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) da Famerp-Funfarme

Alguns conceitos em torno da cirurgia plástica, embora nada tenham de sustentação científica ou base em dados seguros, tornam-se verdades e são utilizados até em ações de marketing. Um destes é de que é melhor fazer plástica nos meses frios do ano. 
Pois bem, a temperatura do nosso corpo é de 36.8 graus, não importa qual seja a do ambiente externo, ao nosso redor, e todas as reações biológicas de homeostase e cicatrização acontecem normalmente, independentemente da época do ano e da temperatura ambiente.

A verdade é que grande parte das cirurgias plásticas exige compressão suave das áreas operadas para evitar inchaço, o que pode prejudicar o resultado final. A compressão é feita com cintas, faixas ou vestes, cujo uso é bem mais desconfortável nas épocas quentes do que nas frias. Usar estes aparatos no inverno é mais confortável do que no verão. É somente esta a diferença. A de comodismo. Nada que um ar condicionado não resolva. 

Fato é que a maior ou menor procura por cirurgias plásticas tem sua sazonalidade e depende da época do ano e da economia do País. Economia forte, mais 'cirurgias estéticas', assim chamadas erroneamente, pois qualquer cirurgia reparadora também é estética.
Estas, tais como traumas faciais, câncer de pele, doenças congênitas, queimaduras e muitas outras, não variam nos meses ou com a economia. Apesar que traumas em geral aumentam com a melhoria da economia, porque o trânsito de veículos cresce e a indústria aumenta a atividade.

As denominadas 'estéticas' crescem em janeiro, reduzem em fevereiro, março, abril e começam a crescer em meados de maio, com pico em julho. Voltam a reduzir em agosto, setembro, crescem um pouco em outubro e, no final de novembro e dezembro, crescem novamente. Menos que julho. 

Por quê? Novembro a janeiro, meses de férias escolares, são época ideal para pais (e até os filhos) fazerem plástica, pois terão tempo para se recuperar. De fevereiro a abril, queda acentuada porque os gastos aumentam exponencialmente com o início das aulas e o pagamento das dezenas de tributos, além do Imposto de Renda. Quase todo o primeiro semestre do ano trabalha-se para pagar os impostos mais caros do mundo, sem contrapartida em benefícios do poder público. 

Tudo se normaliza até meados de junho e julho. Férias novamente, acrescenta-se o frio, quando corpos não serão expostos na praia ou piscina. Meses de maior procura, e aí o 'folclore' do frio é bom! Em geral, no segundo semestre, cresce a atividade econômica e, com ela, a procura por cirurgias. De agosto a dezembro vai num crescente quando, nesse último mês, outras férias. E muitas pessoas preferem gastar sua reserva com melhorias estéticas do que com passeios. Opção.

Muitos usam o décimo terceiro salário e férias para realizar esse 'sonho'. Então, ao ouvir opiniões e conceitos sobre cirurgia plástica, tais como 'prótese de silicone de mamas são eternas', procure saber se, cientificamente, é verdade, porque a cirurgia plástica é alvo de afirmações leigas, disseminadas como rastilho de pólvora, algumas podendo causar sérios problemas para uma vida saudável no futuro.

 

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