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Diário da Região

05/04/2015 - 02h12min

Arte-terapia na ponta da agulha

Bordado e crochê ainda são “campeões de audiência”

Arte-terapia na ponta da agulha

Johnny Torres Neusa Maria Baptista, 66 anos, aprendeu bordado e crochê com uma madrinha espanhola. Hoje, não vive sem seu hobby. Até o vestido de casamento da filha foi bordado por ela
Neusa Maria Baptista, 66 anos, aprendeu bordado e crochê com uma madrinha espanhola. Hoje, não vive sem seu hobby. Até o vestido de casamento da filha foi bordado por ela

Desde a época das nossas avós, o bordado, dentro de suas mais diversas técnicas e pinturas, continua na lista dos hobbies que nunca caem da moda. Aos 14 anos, dona Neusa Maria Baptista, hoje com 66 anos, se encantou com uma bolsa de crochê que queria muito e recorreu à madrinha, uma espanhola que morava ao lado da casa dela, muito habilidosa com os trabalhos manuais. De lá para cá, não parou mais. Na mesma época, aprendeu a bordar. "Quando casei, tinha bastante tempo e me dediquei a fazer trabalhos porque gostava muito", conta. Até mesmo o vestido de casamento da filha que mora no Rio de Janeiro foi bordado por ela. "Amo fazer crochê e bordar. Eu queria ter mais tempo para isso", diz. Uma das filhas de dona Neusa acabou aprendendo o mesmo ofício.

Energia positiva

Hoje, dona Neusa diz que não se imagina sem seu crochê ou bordado. "Me faz bem para tudo", diz ela. Mantém corpo e cabeça ocupados. Quando não está lendo, faz artesanato. E acredita que, ao fazer algum trabalho artesanal para dar de presente, ele já vai impregnado com boas energias. "Você coloca sua energia, seu carinho e sua dedicação, já que pensa coisas boas sobre a pessoa, e ela recebe tudo isso", diz. O hobby, aliás, conta dona Neusa, é uma terapia principalmente contra a ansiedade. "Quando fico ansiosa, basta pegar linha e agulha", conta. E além de presentear amigos e parentes, ela também faz peças beneficentes. Para este inverno, por exemplo, está fazendo meias para serem doadas a asilos da cidade.

Origem do crochê

A origem do crochê é incerta, mas os primeiros trabalhos conhecidos remontam ao fim da Idade Média. "Nesse período, religiosas ensinavam a técnica às jovens de famílias nobres. Com o crescimento e a evolução dessa prática manual, o crochê tornou-se o passatempo predileto das damas da corte da Itália, da França e da França", explica Kelly Regina de Oliveira, no livro "Crochê - Uma arte e terapia" (Blue Editora e Livraria). Na Renascença e durante a época de Luís 14, a técnica se aprimorou, assim como a qualidade dos trabalhos. A Revolução Francesa propiciou indiretamente a difusão do crochê para todos os países da Europa e, de lá para cá, se espalhou por todo o mundo. 

Origem do bordado

Existem relatos de que o bordado seja tão antigo quanto a humanidade e que o bordado com aplicações já era apreciado pelo homem há 30 mil a.C. A base disso seria um fóssil, encontrado na Rússia, que tinha as vestes adornadas com grânulos de marfim. Bordado é a arte de ornamentar os tecidos com fios diferentes, formando desenhos. Esse trabalho executa-se à mão ou à máquina, com agulhas de várias grossuras e feitios, inclusive as de gancho ou crochê. Os fios empregados para bordar podem ser os mais variados: de algodão, seda, linho, ráfia, ouro e prata, e ainda de fibra sintética, náilon, acrílico e celofane.

Trabalhe confortavelmente

:: Sempre, antes de crochetar, faça um rápido aquecimento, esfregando o dorso das mãos, abrindo e fechando os dedos, girando os punhos e rodando os ombros para trás. Repita essa série de movimentos

:: Acomode-se numa cadeira confortável, formando um ângulo de 90 graus com o corpo. O móvel deve ter apoio para os braços, pois os pulsos apoiados aliviam os membros superiores 

:: Mantenha os pés no chão ou em uma banqueta. Isso mantém a posição correta e evita a pressão da coxa contra a cadeira, facilitando a circulação do sangue

:: Desvie o olhar do trabalho de vez em quando para evitar a ardência na vista e a sensação de embaçamento. Mire algo bem distante e pisque várias vezes para lubrificar a córnea

:: A cada hora de trabalho, pare por 10 ou 15 minutos. Ainda sentada, espreguice alongando bem os dedos, os braços, a coluna e as pernas. De vez em quando, levante bem devagar e dê uma voltinha pela casa

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