Diário da Região

10/04/2002 - 00h05min

Ativa

Bons demais aos 40

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Chegar aos 40 anos pode acarretar mudanças significativas em certos hábitos, mas, ao contrário do que se imagina, pouco compromete a vida sexual das pessoas. Trocando em miúdos, quem alcança essa idade continua fazendo sexo e se preocupando com ele, ou seja, o que era bom, agora está melhor. Pelo menos é esse o cenário apresentado em Londres, recentemente, com a divulgação do Estudo Global sobre Atitudes e Comportamentos Sexuais, promovido pela Pfizer, fabricante do medicamento Viagra. Foram ouvidos 26 mil homens e mulheres de 40 a 80 anos em 28 países, o que torna a pesquisa pioneira em relação à faixa etária. Os resultados não poderiam ser mais positivos para os brasileiros. Enquanto 54% do total de entrevistados responderam fazer sexo pelo menos uma vez por semana, no Brasil o índice atingiu 75%, o que aponta uma média de 3,3 relações sexuais por semana, número referente ao homem, e 2,6 vezes se tratando de mulheres.

Com isso, o Brasil sagrou-se campeão do mundo no quesito freqüência. Mas os resultados positivos não param por aí. Os brasileiros também apresentaram alto grau de satisfação sexual, confirmada por 89% dos entrevistados, e dão mais importância ao sexo do que a maioria das pessoas de outros países. Porém, os números podem não representar a realidade. Pelo menos na opinião da sexóloga paulistana Maria Helena Matarazzo. Segundo ela, o brasileiro tem o costume de não falar a verdade quando o assunto é a vida sexual. “Todas as pesquisas desenvolvidas apontam o brasileiro como sendo bom fazedor de sexo, além de ter um índice de freqüência invejável, mas vejo de uma maneira diferente. Nos outros países as pessoas administram a sexualidade com mais discrição e não têm o hábito de sair contando vantagem para os amigos. Se fosse tão bom assim, não existiriam os amantes”, diz. “Sobre Imposto de Renda e sexo todo mundo mente”, completa. É o caso do estudante, R.F., 23, que mesmo praticando sexo, em média duas vezes por semana, sempre aumenta a freqüência. “Não é maldade. Enquanto uns preferem inventar, eu acho melhor aumentar”, diz.

Mas a sexóloga observa que a partir dos 40 anos tanto o homem quanto a mulher reuniram, ao longo do tempo, experiência e maturidade, o que influi diretamente na vida sexual. “Defendo a teoria de que o sexo melhora com o tempo. Aos 20 anos a pessoa é capaz de transar até com o travesseiro. Já quando atinge a meia-idade, começa a entender o sexo como uma celebração do amor”, comenta. De acordo com a pesquisa, no Brasil, 12% dos homens e 18% das mulheres admitiram ter sentido falta de desejo, enquanto as médias mundiais foram de 15% e 27%, respectivamente. A terapeuta sexual Claudete Aparecida Rodrigues Vilaré explica que a atividade sexual possibilita o bem-estar e alivia o estresse do dia-a-dia vivido por boa parte da sociedade. “Não se pode negar o impacto que o sexo exerce no bem-estar das pessoas. É tão importante quanto controlar a alimentação e fazer exercícios”. Além da pesquisa, a Pfizer tinha como objetivo incentivar o diálogo entre médicos e pacientes, e quebrar alguns estigmas que envolvem a sexualidade das pessoas mais velhas. Concluiu-se ainda que apenas 20% da população acometida por algum tipo de disfunção sexual procuram auxílio médico. Também são poucos os médicos que perguntam sobre a vida sexual dos pacientes nos exames rotineiros.

“O homem, principalmente, fica inibido em conversar sobre o assunto. Vencer a vergonha de procurar um especialista é um tabu que precisa ser quebrado rapidamente”, explica o psiquiatra e sexólogo Sérgio Almeida. Outro fator que atrapalha a vida sexual de um casal é a falta de criatividade. Segundo Maria Helena Matarazzo, as fantasias sexuais, consideradas tempero especial para um bom relacionamento afetivo, foram esquecidas e o resultado é um só: divórcio. “Se maquiar, seduzir, desenvolver fantasias, manter a sensualidade e fazer charme, tudo isso é fundamental. Óbvio que com a idade o furor é menor, mas o importante é não deixar a chama do amor s

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