Diário da Região

28/01/2003 - 00h05min

Visual

Beleza artificial

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A frase ‘beleza se põe à mesa’ nunca esteve tão em voga quanto ultimamente, principalmente para as mulheres. Não importa se o visual é artificial ou verdadeiro. A ordem é se desdobrar para melhorar o reflexo no espelho. Vale tudo: lentes de contato coloridas, cabelos tingidos, alisamento artificial, unhas postiças, sutiã para aumentar e juntar os seios, calcinhas especiais para modelar o quadril e diminuir a barriga, meias para disfarçar a celulite e esconder estrias, além de recursos mais sérios como plásticas e lipoaspiração, que corrigem possíveis “defeitos de fabricação”. Os recursos para ter o corpo dos sonhos são inúmeros, assim como o público que recorre aos truques para satisfazer o ego e para despertar a atenção, principalmente do sexo oposto. A designer Mila de Oliveira, 24 anos, não dispensa o uso de sutiã com bojo. “Antes, nunca usava blusinha apertada ou decotada para não modelar o meu corpo. Morria de vergonha porque tenho seios pequenos. Com o sutiã, a aparência melhora bastante, mas ainda não é 100%”, conta. Ela revela que seu sonho é poupar dinheiro para colocar silicone nos seios e fazer uma plástica no nariz.

A farmacêutica Milena Santos, 25 anos, nunca abre a porta de sua casa sem chapinha no cabelo. Seus fios perderam a cor natural desde a adolescência. “Antes o tempo era dedicado à escova e ao secador. Sempre escondia os meus cachinhos, deixando-os lisos. Ainda faço isso, mas agora sou mais prática: faço chapinha”, diz. Ela também não passa um mês sem ir ao cabeleireiro para retocar a raiz do cabelo, que atualmente é castanho acobreado, mas já teve várias tonalidades. Milena revela que o único problema quanto ao uso de chapinha é quando conhece um novo paquera e se priva de combinar passeios em clubes aquáticos porque seu cabelo molhado fica todo encaracolado e horroroso, na opinião dela. A advogada Cristiane da Silva, 27 anos, durante a adolescência, teve problemas relacionados à auto-estima porque se sentia inferior às suas amigas. Motivo: os seios eram um pouco maiores do que os das suas colegas. Aos 17 anos, a solução para resolver o impasse acabou sendo a cirurgia plástica, na qual foram retiradas 400 gramas de cada seio. “Não me arrependi, apesar da moda ser outra agora, com seios fartos. Os meus estão em um tamanho que considero normal”. E ela acrescenta: “Faço qualquer sacrifício para estar em dia com a beleza. Adoro receber elogios e, por isso, se for preciso até fico um dia inteiro sem comer para perder uns quilinhos”.

A tecnologia é tão eficiente que qualquer mulher tem acesso à beleza dos sonhos, seja comprando acessórios num shopping center ou fazendo cirurgia plástica numa clínica. Basta dispor de recursos financeiros para aliar tecnologia e estética e obter verdadeiros milagres. Mas até que ponto vale a pena se sacrificar para desfilar com um corpo perfeito, curvas de dar inveja, porém, muitas vezes, artificiais? É normal querer a qualquer custo ter o mesmo formato do nariz de uma modelo famosa? Segundo o psiquiatra Aldonio Ferreira de Faria Junior, hoje a beleza está associada a um padrão imposto pela mídia, que sempre estimula a busca do prazer em tempo integral, criando ídolos a serem imitados pelas massas. Além disso, os meios de comunicação também ajudam a estimular sentimentos negativos, como a inveja, à medida que incentivam o ser humano a imitar o que é considerado “perfeito” aparentemente.

“Os valores dos relacionamentos estão passando por mudanças. A beleza interior e o conhecimento estão perdendo espaço para a aparência”, comenta. Ele alerta para o risco das experiências nas quais se busca algo no próximo que não enriquece o interior da pessoa. “Cada mulher tem dentro de si um modelo a ser seguido, que tenta imitar e, às vezes, até mesmo ser igual. Se alguém tem como padrão de beleza a atriz Ana Paula Arósio, por exemplo, e tenta ser parecida com ela na vida real, com certeza se frustrará. Isso porque embora tente ter o mesmo tipo de beleza dela para a

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