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Diário da Região

12/07/2015 - 00h40min

Fotógrafos amadores

A vida através das lentes

Fotógrafos amadores

Johnny Torres Entusiasta das formas da natureza, a técnica de enfermagem Crisiane Nardin Mazin, de 26 anos, começou a fotografar há cerca de dois anos: “Hoje, para mim, fotografar não e só um hobby. É uma paixão, um vício”
Entusiasta das formas da natureza, a técnica de enfermagem Crisiane Nardin Mazin, de 26 anos, começou a fotografar há cerca de dois anos: “Hoje, para mim, fotografar não e só um hobby. É uma paixão, um vício”

Rio Preto possui uma lista extensa de profissionais da fotografia. São homens e mulheres que registram casamentos, festas de aniversários, ensaios, entre outros. Por outro lado, a região também reúne uma turma empenhada em fazer cliques pelo simples fato de se distrair, por hobby. Sem ganhar nada por isso, fotógrafos amadores saem por aí, sozinhos ou em grupo e retornam para casa com deslumbrantes imagens da natureza, de animais e pessoas. Para alcançar os melhores resultados e capturar o momento exato, eles se equipam com máquinas profissionais e semiprofissionais, lentes diversas e estudam muito. Além disso, participam de grupos nas redes sociais para compartilhar experiências, avaliar e receber curtidas. 

Um desses grupos é o Fotografia entre amigos - Rio Preto e região, no Facebook, que reúne cerca de 560 membros. Pedro Guilherme Panin Candeira, de 33 anos, é biólogo e trabalha como assistente de pesquisa científica num órgão do governo estadual. Paralelamente à profissão, ele fotografa incansavelmente. Candeira não se lembra exatamente quando e como começou a clicar. Lembra que foi em 2006, com uma câmera digital compacta e automática, que não dispunha de configurações manuais. Mas foi em 2011 que passou a se dedicar para valer com uma semiprofissional. Urbano, Candeira gosta de fotografar pessoas. Gosta também de clicar padrões e grafismos e também a natureza, em especial aves. Hoje, ele tem um câmera analógica e uma digital. Aliás, a fotografia analógica é uma paixão. 

"As limitações que ela traz, em comparação ao sistema digital, são sempre desafios. Fotografo como uma distração. Não vejo o tempo passar quando estou fotografando. E também durante a edição das imagens", revela. A técnica de enfermagem Crisiane Nardin Mazin, de 26 anos, começou a fotografar há aproximadamente dois anos. Apaixonada pelas belezas naturais, ela explora os elementos deste universo, como o sol, a lua, o céu, o nascer e o pôr do sol, as cachoeira e as flores. 

A paixão pela fotografia ganhou mais força após ela ver uma entrevista com o fotógrafo Araquém Alcântara. "Ele estava lendo um trecho de Fernando Pessoa que dizia 'o verdadeiro fotógrafo sabe que diante do eterno precisa esquecer de si próprio'. E é assim que me sinto quando estou fotografando. Hoje, descobri que fotografar não e só um hobby na minha vida. É uma paixão, um vício." João Paulo Vani, assessor de imprensa, tem 35 anos e ganhou a primeira máquina fotográfica no Natal de 1992. Ele usou o equipamento por 10 anos. "Em 2002, comprei minha primeira câmera digital, depois fui melhorando o equipamento e minha paixão só aumentava".

Com uma câmera semiprofissional e um celular, ele clica as pessoas que ama e a lua. Em seu Facebook, ele tem um álbum em que arquiva "o melhor do céu do sertão", como ele próprio define. Na hora que fotografa, Vani se sente leve, com a cabeça esvaziada. "É, sem dúvida, uma forma de me desprender da loucura do dia a dia, aumentando minha qualidade de vida", explica o fotógrafo amador, que prefere fotografar sozinho, mas participa de grupos de fotografia nas redes sociais, onde posta fotos e troca dicas. "É bastante motivador."

 

Pedro Guilherme Panin Candeira O biólogo Pedro Guilherme Panin Candeira, de 33 anos, gosta de fotografar pessoas, e grafismos e a natureza, em especial aves. Além da câmera digital, ele não abre mão de fazer registros também com uma analógica

Trabalho para a posteridade

Além de fotógrafos amadores, Rio Preto abriga vários profissionais que clicam todo o Brasil, e alguns até levam sua arte para fora do País, seja fotografando eventos ou ministrando workshops em congressos e feiras de fotografia, como, por exemplo, Evandro Rocha e Dawison Pinheiro. Há também profissionais experientes e respeitados, como Toninho Cury e Jorge Etecheber. Fotógrafo desde 1970, Toninho Cury afirma que a importância da fotografia vai além do registro e, por isso, hoje, tantas pessoas se apaixonam pela arte e fazem isso como hobby. "Gosto de falar que trabalho para a posteridade e não para o agora. Uma imagem tem a capacidade de transcender. E para conseguir determinada foto você precisa fazer com o corpo e o espírito, sentir e fragmentar. Várias fotos formam uma história." 

Como veio da antiga escola de fotografia, ele afirma que os fotógrafos jovens precisam vencer alguns vícios. "Com a entrada da fotografia digital, o amador precisa começar, por exemplo, arquivando de forma apropriada as fotos. A regra básica é, se você fotografou de manhã, descarrega até o final do dia e faz um backup num disco ou HD externo". Além disso, ele sugere participar de fotoclubes. "Alguns encontros servem de terapia. A gente acaba vendo o mundo por meio da lente e descobre uma nova vida. Além disso, é legal fotografar alguns temas. Gosto muito do folclore brasileiro e suas festas populares."

Jorge Etecheber, fotógrafo profissional há mais de 20 anos, começou fazendo fotografia publicitária e desenvolve um trabalho na área cultural. Para acompanhar toda a evolução da fotografia, ele se lançou em um novo projeto, "Ensaios para Ninguém", em parceria com a Cia. Núcleo 2, de Rio Preto, que mistura dança, audiovisual, artes visuais, teatro e fotografia. "É preciso evoluir sempre. Falo isso para meus alunos", diz. 

CURSO

::  Fotógrafos amadores e profissionais podem se inscrever na oficina gratuita "Lightroom avançado: tratamento de cor e imagem", com Paula Machado, nos dias 14 e 15 de agosto, na Oficina Cultural "Fred Navarro". Serão oferecidas orientações para o uso do programa Adobe Lightroom no tratamento de cor e imagem, de forma a agregar valor, conceito estético e qualidade superior ao produto final. Os interessados podem se inscrever na sede da "Fred Navarro" (rua Jorge Tibiriçá, 3.243, Centro) ou solicitar ficha de inscrição pelo e-mail frednavarro@oficinasculturais.org.br. Informações pelo site www.oficinasculturais.org.br ou pelo telefone (17) 3234-2405

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