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Diário da Região

30/05/2016 - 14h40min

Entrevista

A mulher das palavras

Entrevista

Renato Parada/Divulgação Tati Bernardi lançou em 2015 o livro Depois a Louca Sou em que fala sobre a ansiedade com um estilo escrachado (Foto: Renato Parada/Divulgação)
Tati Bernardi lançou em 2015 o livro Depois a Louca Sou em que fala sobre a ansiedade com um estilo escrachado (Foto: Renato Parada/Divulgação)

Conhecida pelo humor ácido, texto inteligente e criativo, a escritora, redatora e roteirista de cinema, Tati Bernardi, lançou em 2015 o livro Depois a Louca Sou em que fala sobre a ansiedade com um estilo escrachado, ágil e confessional. Provocando gargalhadas no leitor, ela aborda as crises de pânico, a mania de organização, os remédios tarja-preta e os efeitos da ansiedade. E o resultado é o melhor possível.

Hoje, ela é considerada uma das melhores escritoras da nova literatura brasileira. Tati também ganhou fama no universo online. Se você digitar o nome dela no Google rapidamente vai encontrá-la em quase todos os sites de compartilhamento de mensagens, pensamentos e frases curtas. Sucesso no Twitter, ela também faz fama no Facebook, com mais de 1 milhão de curtidas em sua página, criada para um encontro com seus leitores. 

Uma espécie de conselheira que fala sobre todos os assuntos, inclusive os amorosos, ela conta que decidiu ser escritora ainda criança. “Acho que não decidi, eu só comecei a escrever muito nova, por necessidade de organizar os pensamentos e nunca mais parei”, afirma Tati, que é formada em Publicidade e agora está fazendo Psicanálise. A revista Vida&Arte falou com ela sobre vida e carreira. Confira abaixo a entrevista com a escritora.

V&A - Você acumula várias funções, como redatora, roteirista de cinema e televisão, você também tem sua vida pessoal. Como é lidar com todas as demandas?

Tati Bernardi - Fico cheia de dor, mas estou fazendo pilates e fisioterapia para aguentar. Quero pegar menos trabalhos também e ter mais tempo para viajar e ler.

V&A - Você foi colunista das revistas TPM, VIP, Viagem & Turismo, Revista Alfa e atualmente é colaboradora da Folha de São Paulo. Como você se sente compartilhando histórias com tantas pessoas, principalmente hoje com a rapidez da internet? 

Tati - Já me fez muito mal ler as críticas, hoje aprendi a não achar que é pessoal. O texto não sou eu, apesar dessa separação ser bem difícil para mim. Eu sempre me expus para curar qualquer neurose. Acho que transformei a loucura em arte de alguma forma e fiquei mais sã.

V&A - Seu primeiro livro foi A mulher Que Não Prestava, lançado em 2006, e hoje você é considerada uma grande escritora ao lado dos melhores da nova literatura brasileira. Qual é o seu diferencial, sua maior característica?

Tati - Escrever sobre algo muito real e verdadeiro. Um tema sobre o qual só eu poderia escrever: eu! Ao mesmo tempo, muita gente se identifica porque estou falando sobre esse susto de estar vivo.

V&A - Quando e porque você decidiu lançar Depois A Louca Sou Eu?

Tati - Eu tinha todas aquelas histórias na cabeça. Eu sempre fazia os amigos morrerem de rir quando eu as contava. E sentia que em um mundo em que estão todos ansiosos, o livro ajudaria a rir da desgraça.

V&A - Como foi ver a ascensão de Meu Passado me Condena, que nasceu como série de TV, virou filme e depois peça de teatro e livro?

Tati - Eu nunca imaginei que viraria um case de sucesso tão gigante em tantas mídias. Tenho muito orgulho, mudou minha vida.

V&A - Como é ver suas frases compartilhadas nas redes sociais? Você busca essa popularidade, se assusta ou ri com toda repercussão?

Tati - Busco a popularidade sim, a popularidade boa e não a “tosca”. Mas 90% do que as pessoas compartilham na internet com meu nome, não é meu. É tudo muito ruim.

V&A - Muita mulher, jovem e adulta, vê você como um exemplo de personalidade feminina por meio de seus textos. Qual recado você pode dar para estas mulheres?

Tati - Que elas leiam os livros clássicos. São bem melhores que eu. Mas que continuem me lendo também, porque alguns clássicos são cheios de rococó e não mexem com nosso fígado.

V&A - Você se considera uma feminista? O que acha do empoderamento feminino?

Tati - Considero-me feminista nas minhas atitudes diárias, mas não uma militante. Respeito as militantes, quer dizer, as mais chatas tenho um pouco de preguiça.

V&A - Quais são seu planos para o restante deste ano? Está trabalhando em algo novo?

Tati - Estou escrevendo um seriado para a Globo e dois longas para o cinema.

V&A - E quais são seus planos futuros? Pretende fazer alguma parceria com alguém em especial?

Tati -  Quero estudar mais, ler mais, eu trabalhei sem parar nos últimos dez anos. 

 

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