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Diário da Região

17/12/2016 - 00h00min

CAMPANHAS SUSPEITAS

Vereadores na mira da PF são diplomados

CAMPANHAS SUSPEITAS

Guilherme Baffi O juiz Ferreira Filho ao lado de Marcondes, a quem vai julgar em ação por compra de voto, durante diplomação
O juiz Ferreira Filho ao lado de Marcondes, a quem vai julgar em ação por compra de voto, durante diplomação

Investigados pela Polícia Federal por suspeita de compra de votos na eleição de outubro, os vereadores eleitos Fábio Marcondes (PR), Francisco Júnior (DEM) e Jean Dornelas (PRB) foram diplomados pelo juiz da 125ª Zona Eleitoral de Rio Preto, José Manuel Ferreira Filho, na tarde desta sexta-feira, 16, no auditório do Senac. Mais do que investigado, Marcondes, atual presidente da Câmara, já virou réu em ação proposta pelo Ministério Público para cassar seu diploma ou o mandato caso ele assuma em 1º de janeiro.

Além dos 17 vereadores eleitos na cidade, também foram diplomados o prefeito eleito Edinho Araújo (PMDB) e o seu vice, Eleuses Paiva (PSD). Todos deverão tomar posse nos cargos no dia 1º. “Eles (investigados) continuam respondendo pelas ações até o desfecho. Podem ter a cassação do diploma ou se já tiverem tomado posse, cabe a cassação do mandato. Tudo indica que não vai dar para cassar o diploma, mesmo se a ação for procedente. Mas pode ser a cassação ou do mandato”, afirmou o juiz da 125ª Zona Eleitoral.

Marcondes, que é acusado de distribuir dádivas, como carne, cesta básica e até dinheiro para eleitores, já disse que não comentará o assunto. Entre as irregularidades apontadas contra Júnior, estão doações em dinheiro na campanha do vereador de duas pessoas que receberam o auxílio-atleta. Ex-secretáro de Esportes, Júnior era o gestor do programa. Dornelas é acusado de obrigar cabos eleitorais a coletar lista com pelo menos 50 nomes de eleitores com informações como nome, número do título eleitoral, zona e seção de votação. Nesta sexta, após receber o diploma das mãos do juiz, o vereador do PRB disparou: “Só Deus me tira daqui”.

 

Edinho - 17122016 Edinho, com o vice Eleuses Paiva, ergue diploma de prefeito eleito

Edinho

Após ser diplomado, Edinho falou da expectativa da população em relação ao seu mandato e sobre a situação política no País. “O que a população condena não é a política ou o político. O que a população condena é a politicagem e o politiqueiro”, afirmou. O peemedebista disse que, assim que assumiu, vai cobrar economia, tolerância zero com a corrupção, fiscalização e trabalho integrado entre as secretarias. 

Ele citou ainda que, só após assumir é que terá condições de avaliar como estará o caixa da Prefeitura, os financiamentos e as obras que não foram concluídas durante a gestão do prefeito Valdomiro Lopes (PSB). Para 2017, Edinho acredita que terá de usar “muita criatividade” diante da “crise imensa” do País. “Não é diferente aqui em Rio Preto e vamos trabalhar para enfrentar essas dificuldades”, afirmou o prefeito eleito.

Diálogo com a Câmara

Para garantir a governabilidade na Câmara, o peemedebista disse apostar no diálogo. “Os vereadores são fundamentais para o sucesso da administração. Colocando São José do Rio Preto acima de todos os interesses. É ter espírito público. É isso que a população espera”, afirmou ele. Edinho defende a candidatura de Jean Charles (PMDB) como presidente da Câmara. Ele admitiu que está negociando o ingresso do DEM no governo com o deputado federal licenciado Rodrigo Garcia. “Vamos continuar no trabalho para que o DEM participe do governo e também nos apoie no Legislativo. Há um processo em curso. Vamos dialogar com os dois vereadores”, disse.

Justiça mantém rejeição

A juíza da 312ª Zona Eleitoral de Rio Preto, Luciana Cassiano Zamperlini Cochito, rejeitou os recursos dos vereadores reeleitos Fábio Marcondes (PR), atual presidente da Câmara, e de Francisco Júnior (DEM). Ela manteve a reprovação da prestação de contas de campanhas de ambos. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira, 16. Nesta semana, recurso contra a rejeição das contas de Jean Dornelas (PRB) também foi negado. 

Agora, os dois reeleitos devem recorrer ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). No caso de Marcondes, a rejeição não tem relação com as investigações de compra de votos da Polícia Federal. A reprovação ocorreu porque a Justiça entendeu que Marcondes colocou na campanha R$ 33 mil que saíram de uma empresa privada. Ele alega que havia vendido um carro e colocou o dinheiro da empresa na conta de campanha. Já Júnior, outro investigado pela PF, teve gasto rejeitado por causa de omissão de gastos com contador de campanha.

 

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