Diário da Região

15/03/2009 - 13h18min

Balanço

Vaz de Lima encerra gestão com crítica velada a Rodrigo

Balanço

Thomaz Vita Neto Vaz de Lima estuda convite de Serra para ser líder do governo na Assembleia
Vaz de Lima estuda convite de Serra para ser líder do governo na Assembleia
Ao fazer um balanço dos dois anos em que permaneceu no comando da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Vaz de Lima (PSDB) afirmou que sua prioridade foi dar ?celeridade? aos andamentos de projetos de leis no legislativo paulista. Na sua gestão, o tucano colocou em segundo plano ações que foram prioritárias para seu antecessor, o deputado estadual licenciado Rodrigo Garcia (DEM), como a construção do anexo da Casa. O deputado tucano, que deixa a presidência da Assembleia hoje, disse em entrevista ao Diário, que cumpriu as obrigações impostas pelo cargo. ?Não estou aqui para construir nada?, afirmou em alusão à obra do anexo anunciada por Rodrigo Garcia ao custo de R$ 10 milhões, mas que consumirá R$ 26 milhões dos cofres públicos. ?Vim aqui para cumprir a finalidade da Assembleia que é votar e deliberar. O resto é tudo acessório. Sempre tive essa concepção?, disse.

Mesmo com o fim da gestão de Vaz de Lima, os tucanos deverão continuar à frente da Assembleia, já que a eleição do deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) para a presidência do legislativo paulista é dada como certa, hoje. ?É uma posição quase unânime da Assembleia?, afirmou Vaz de Lima ao comentar sobre a eleição do colega de partido. Ao deixar a presidência, Vaz de Lima encerrará o ciclo de quatro anos de deputados rio-pretenses na casa, já que Rodrigo Garcia ocupou o cargo de presidente entre março de 2005 e março de 2007.

Líder
O destino de Vaz de Lima também é dado como certo após o final de sua gestão. Ele deverá assumir o papel de líder do governador José Serra (PSDB) na Assembleia. O convite já foi feito. ?O governador me perguntou se eu assumiria a liderança e eu disse: só converso sobre isso depois de 15 de março?, afirmou o deputado, propenso a aceitar a proposta feita por Serra. ?(Ser líder do governo) É uma função muito nobre?, disse ainda Vaz de Lima, que já começou a treinar para desempenhá-la. Na entrevista ao Diário, ele defendeu a intenção do governador José Serra de construir 44 novos presídios no Estado de São Paulo em dois anos. ?Infelizmente as pessoas vão se delinquindo. Algumas são presas em flagrante, outra são julgadas e precisam ser recolhidas. Gostando ou não, essas pessoas precisam ser presas. Não se pode pensar em deixar essas pessoas soltas. Aí vem o dever do Estado, que tem a responsabilidade de resolver isso?, afirmou. Para Vaz de Lima, só tem um jeito de evitar novos presídios. ?Teríamos que combinar com os caras (criminosos) para não delinquir mais, mas não tem jeito de combinar com eles. Então, não resta outra alternativa?, disse.

Reclamação
Vaz de Lima ignorou o posicionamento de prefeitos contrários à construção de presídios em seus municípios. Ele disse que o Estado não promoverá ações para convencer prefeitos ?rebeldes? que ameaçam entrar com ações judiciais, para impedir a instalação dos presídios. ?Não há convencimento. A Constituição diz que é dever do Estado (construir presídios). O Estado tem que fazer o seu planejamento e pronto. Os prefeitos querem faculdades, escolas técnicas, ambulatórios médicos. O Estado está dando isso, mas é a sociedade que produz presos. Então, nós estamos cumprindo nossa função constitucional. É muito correto o que está sendo feito pelo governador?, disse o tucano.

Venda da Nossa Caixa foi destaque
O deputado estadual Vaz de Lima (PSDB) indicou duas ações da Assembleia Legislativa sob seu comando que foram fundamentais para o Governo do Estado. ?A autorização para os empréstimos internacionais e a venda da Nossa Caixa deram condições para o Estado ter recursos suficientes para fazer os investimentos necessários e ajudar o País nesse momento de crise?, disse. Para ele, se a Assembleia não tivesse aprovado essas propostas, o Governo do Estado não teria dinheiro para obras de expansão do metrô, de saneamento básico e de recuperação de estradas. ?Também faltaria dinheiro para o Rodoanel e para a instalação de novas faculdades de tecnologia (Fatec)?, afirmou ainda.

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