Diário da Região

26/04/2006 - 22h10min

Mensalão

Relator pede cassação de Vadão Gomes

Mensalão

ABr Vadão acompanha leitura do relatório no Conselho de Ética
Vadão acompanha leitura do relatório no Conselho de Ética
O deputado federal Moroni Torgan (PFL) recomendou a cassação do mandato do deputado Vadão Gomes (PP), acusado de participação no esquema do mensalão. O relatório de Torgan pedindo a cassação de Vadão foi lido na tarde de ontem na Câmara dos Deputados, em Brasília, mas teve a votação no Conselho de Ética adiada a pedido do deputado Nelson Trad (PMDB), por falta de quórum. A votação foi marcada para a próxima quarta-feira e, caso o relatório seja aprovado pelos integrantes do Conselho de Ética, seguirá para o plenário, que vai decidir pela cassação ou não do deputado eleito pela região de Rio Preto. Acusado pelo publicitário Marcos Valério e pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de ter recebido R$ 3,7 milhões do esquema de caixa dois montado pelo PT, Vadão sempre negou as acusações e afirma ter apresentado diversas provas para se livrar da cassação. Entre elas planos de vôo que comprovariam que, nos dias em que é acusado de receber o dinheiro (5 de julho e 16 de agosto de 2004), não estava em São Paulo.

Mas as provas apresentadas pelo pepista não convenceram Torgan, que no seu relatório diz que os planos de vôo não comprovam que o deputado não estava em São Paulo e que existem ?fortíssimos indícios? que comprometeriam Vadão, como telefonemas com Delúbio e Valério um ano antes de estourar o escândalo. Logo após a leitura do relatório pedindo sua cassação, Vadão disse que estava ?tranqüilo? e que vai com ?segurança? para a reunião de quarta-feira, quando será votado o relatório. ?A inconsistência do relatório é evidente. Se baseou em depoimentos de corruptos confessos, como o senhor Valério e o senhor Delúbio?, disse o deputado. Já Torgan disse que pediu a cassação de Vadão pois formou ?convicção? de que o deputado participou do esquema. ?A convicção que veio é que pelo menos passou por ele (Vadão) a autorização deste dinheiro?, afirmou o relator, após a leitura de seu voto. No relatório, Torgan diz que a denúncia contra Vadão deve ser analisada no ?contexto? que a originou. ?As denúncias formuladas pelos réus confessos Marcos Valério e Delúbio Soares foram sobejamente comprovadas pelas CPMIs que mobilizaram o Congresso Nacional quanto ao chamado ?Escândalo do Mensalão.?

Assim, qualquer análise em relação a parlamentares acusados deve levar em conta que houve comprovação das denúncias e que as mesmas tinham nexo e fundamentação que se revelou verdadeira.? Diz ainda que ?a lista de Valério é dotada de credibilidade. Todos nela apontados, com a única exceção de Vadão, assumiram os repasses em dinheiro. Por que justamente o deputado Vadão? Se tratava-se de uma armação, por que justamente ele e não qualquer outro dos demais 512 deputados? O que o teria levado a ser ?escolhido?? São perguntas que não encontram respostas?, afirma Torgan. Em outro trecho do relatório que pediu a cassação de Vadão, Torgan diz que ?as provas que o representado (Vadão) reputa cabais para sua defesa, na verdade, não o são. São provas circunstanciais?, afirma o relator, que é delegado da Polícia Federal. Ele se refere aos planos de vôo, as datas de hospedagem em hotéis de São Paulo e seus próprios rendimentos de empresário. ?Provar que hospedou-se no Sofitel em São Paulo em datas diversas da elencadas na denúncia não significa provar que não estivesse em qualquer outro hotel.

Provar que seu avião estava no interior de Goiás nessas datas não significa provar que o representado não estava em São Paulo. Outros argumentos também não são conclusivos. Não basta alguém alegar que ganha R$ 75 milhões ao mês para livrar-se da imputação de ter recebido R$ 3,7 milhões?, diz. Além de Vadão, tiveram a cassação do mandato recomendada pelo Conselho de Ética da Câmara, por envolvimento no escândalo do mensalão, outros 14 deputados: João Paulo Cunha (PT), João Magno (PT), José Janene (PP), José Mentor (PT), Josias Gomes (PT), Pedro Henry (PP), Pedro Corrêa (PP), Professor Luizinho (PT), Wanderval Santos (PL), Sandro Mabel (PL), José Dirceu (PT), Romeu Queiroz (PTB), Roberto Jefferson

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso