Diário da Região

25/11/2005 - 01h10min

Banco Interior

Justiça acata denúncia do MPF contra Piacenti

Banco Interior

Arquivo Piacenti nega acusações e disse que suas transações bancárias foram lícitas
Piacenti nega acusações e disse que suas transações bancárias foram lícitas
A juíza da 2ª Vara Federal, Sílvia Rocha, acatou ontem denúncia contra o presidente da Câmara de Rio Preto, Eduardo Piacenti (PPS), acusado de cometer crime contra o sistema financeiro nacional, previsto na lei 7.492/86. A representante da Justiça Federal, segundo a sua assessoria de imprensa, também decretou sigilo no processo que envolve outras 11 pessoas. O Diário publicou com exclusividade, em 21 de agosto deste ano, o conteúdo do relatório do Banco Central (BC) no qual é informado que a imobiliária Santa Mônica - cuja razão social era Piacenti & Geraldes e pertencia ao presidente do Legislativo -, foi usada como ?laranja? em esquema de fraudes bancárias praticado pelo ex-presidente do Banco Interior, o empresário Aureo Ferreira, entre dezembro de 1997 e novembro de 1998. A denúncia contra o pepessista foi elaborada pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com o documento do BC, que serviu de base da representação, passaram pela conta da Piacenti & Geraldes R$ 557,5 mil em empréstimos concedidos pelo Banco Interior. Após passar pela imobiliária, o dinheiro era encaminhado para Ferreira, dono do banco.

O MPF pediu a condenação do presidente da Câmara com base no artigo 17 da lei 7.492/86 que diz ser proibido ?tomar ou receber, (...) direta ou indiretamente, empréstimo ou adiantamento, ou deferi-lo a controlador?. A pena para quem comete este tipo de crime é de dois a seis anos de reclusão. Piacenti nega as acusações e disse que todas as suas transações bancárias foram lícitas. A documentação do BC revela, porém, que o banqueiro - falecido em agosto de 2004 - tomava empréstimos de financiamentos para si usando contas de ?laranjas?. O dinheiro foi aplicado nos negócios de Ferreira. Segundo relatório do BC, ao menos sete contas de empresas foram utilizadas no esquema. Além de Piacenti, foram denunciados no processo Antonio Donizete Simei, Aureo Ferreira Júnior, Carlos Raveli, Elcio Perissin, Ednei Bonuti, Flávio Queiroz, Isaias Castellan, José Santaella, José Oliveira, Lourival Waiteman e Nilson de Melo.

Conselho
O presidente do Conselho de Ética da Câmara de Rio Preto, Jorge Menezes (PSDB), e o assessor jurídico do grupo, Marcos Minuci, viajam para São Paulo na próxima segunda-feira. A dupla deverá obter cópia da representação contra Piacenti, conforme solicitação ao MPF. De acordo com o advogado, o processo está na secretaria, conforme despacho judicial. ?Tenho informações de que podemos ir para São Paulo. Acredito que não vamos perder a viagem?, diz. O tucano afirma que o acesso aos documentos está liberado. ?Decidimos ir na segunda-feira porque hoje (ontem) não dava mais tempo de solicitar o veículo da Câmara?, afirma.

Cartorário diz que Silva pediu fichas
O cartorário Gilmar Rui Geraldini confirmou ontem, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Rio Preto, que o vereador Nilson Silva (PP) esteve no balcão do 312º cartório eleitoral de Rio Preto, antes da eleição de 2000, e pediu fichas em branco de Requerimento de Alistamento Eleitoral (RAE). Apesar da solicitação, disse que não entregou os documentos porque não é permitido. A afirmação bate com a versão da ex-cartorária Margarete Fátima da Silveira, que disse ao conselho, ao juiz corregedor da 312ª Zona Eleitoral e ao delegado Seccional que Silva pediu os documentos em branco. A contradição está justamente na autorização ou não da chefe Mônica Silva Toneti. Mônica, que também prestou depoimento ao conselho ontem, negou qualquer envolvimento no esquema. A mulher não explicou aos vereadores como as fichas em branco saíram do cartório e negou que tenha recebido guloseimas de Silva, como alegou Margarete e a ex-assessora parlamentar Deraldina de Souza Leite, autora das denúncias contra o pepista. ?Nunca recebi nada do vereador?, disse após o término do depoimento.

Quando questionada pelo vereador João Paulo Rillo (PT) sobre uma suposta conversa com Margarete em que teria confirmado que a ex-cartorária tinha sua autorização para fornecer os documentos

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