Diário da Região

02/11/2013 - 01h45min

Postos de saúde

Irmãos acusam negligência na morte do pai

Postos de saúde

Johnny Torres Irmãos depuseram à CPI que apura irregularidades na Saúde de Rio Preto: perda do pai
Irmãos depuseram à CPI que apura irregularidades na Saúde de Rio Preto: perda do pai

Os irmãos Fabrício e Camila Rodrigues Murata acusaram negligência médica pela morte do pai deles, Hideo Masuda Murata, em depoimento aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades na Secretaria de Saúde de Rio Preto.


Fabrício afirmou que no dia 12 de março de 2010 Hideo estava com fortes dores no abdômen e costas. Ele o levou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jaguaré, onde foi medicado, tomou soro e foi liberado. “Eu solicitei transferência para Santa Casa, mas disseram que não havia necessidade. À noite, voltamos e pedi transferência, mas nada ”, disse Fabrício.


Por volta das 4h30 do domingo (13) Hideo foi levado novamente à UPA e, depois de pedirem novamente, Hideo foi levado para Santa Casa, mas, segundo Fabrício, uma médica afirmou que não poderia ser feito mais nada.


Hideo morreu de aneurisma de aorta abdominal. Eles afirmaram também que nunca foram procurados pela Prefeitura, que afirma ter enviado o caso para análise do Cremesp.


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Reportagem do dia 15 de Outubro de 2013


Blitz apreende documentos para provar fraude na Saúde


Rodrigo Lima



Com o auxílio de oficiais de Justiça, os integrantes da CPI da Saúde em Rio Preto apreenderam ontem centenas de documentos em prédios mantidos pela pasta comandada pelo secretário Valter Negrelli Júnior. Os vereadores cumpriram ordem da Justiça que determinou a busca e apreensão de locais usados como almoxarifados pela Secretaria de Saúde.


Entre os documentos apreendidos pelos vereadores estão fichas de registro de casos de dengue de 2010, quando o município registrou mais de 24 mil casos da doença. “Apreendemos documentos para análise posterior. Vamos verificar se servem para a nossa investigação”, afirmou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Renato Pupo (PSD).


Além das causas de epidemias de dengue na cidade, os vereadores apuram ainda as causas de 27 mortes registradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), assédio moral a funcionários e a falta de medicamentos na rede pública na gestão do prefeito Valdomiro Lopes (PSB).


A blitz foi feita pelos parlamentares no espaço destinado à pasta de Saúde no prédio do antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC). A CPI recebeu informação de que a secretaria poderia tem escondido documentos da pasta no local. Assim que chegou ao IBC, Pupo também encontrou no local 23 veículos da Prefeitura de Rio Preto que foram abandonados pela administração. O parlamentar ficou assustado com ambulâncias que estavam encostadas sem motores - uma delas sem rodas e pneus.


“Estava dando uma olhada na frota podre da Prefeitura. Tem muito carro desmontado e sem peças”, afirmou Pupo. De acordo com o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira, os veículos serão leiloados porque não têm mais condições de uso. “Aqueles veículos não tem mais condições de uso. Por isso estão naquele local”, afirmou Moreira.Sobre a busca e apreensão, o Deodoro disse que o governo não comentaria o assunto.


Imprensa foi impedida de entrar em locais de blitz, como no Cristo Rei


Logo pela manhã, assim que soube da blitz dos vereadores, servidores da Administração cobraram explicações da Câmara sobre os motivos pelos quais vereadores estavam querendo entrar no Instituto Brasileiro do Café (IBC). Os diretores administrativos e Jurídico da Câmara, respectivamente, Felipe Gonçalves e Alberto Dutra Gomide foram até o IBC para saber o que estava acontecendo. Gomide questionou os oficiais de Justiça sobre o cumprimento da ordem judicial. Em seguida, eles deixaram o local. “Eles vieram aqui não para nos ajudar, mas para defender os interesses do governo”, disse o vereador Marco Rillo (PT).


Mais locais


Os vereadores vasculharam ainda no almoxarifado da pasta de Saúde no bairro Cristo Rei e na avenida Potirendaba, além da sede da própria secretaria. “No almoxarifado do Cristo Rei e na secretaria não encontramos os prontuários (médicos). Na vistoria do prédio na avenida Potirendaba foram encontradas diversas fichas de registro de dengue”, disse Rillo.


Os vereadores devem continuar hoje a busca de mais informações e documentos nos prédios públicos. No período da tarde, os vereadores prometem fazer um balanço da documentação apreendida. Além de Renato Pupo, participaram da blitz os vereadores Marco Rillo (PT) - relator da CPI -, Celi Regina (PT) e Jean Charles (PMDB). Ao chegar ao IBC, o grupo foi informado de que só poderia entrar no pavilhão de uso da pasta de Saúde com autorização de representantes da própria secretaria.


O governo enviou aos locais funcionários responsáveis por cuidar do patrimônio público e da própria pasta da Saúde. Eles alegaram que não poderiam abrir a porta de acesso ao espaço destinado à pasta de Saúde, mas diante da determinação judicial os vereadores acabaram entrando no local. Um dos funcionários expulsou a imprensa do IBC.


Vereadores dizem que há abandono


Os vereadores que fazem parte da CPI da Saúde relataram o estado de abandono em parte dos locais que visitaram. No Instituto Brasileiro do Café (IBC), os parlamentares afirmaram que encontraram no local duas caçambas com documentos e outros objetos jogados. O presidente da comissão, Renato Pupo (PSD), Renato Pupo, usou luvas durante a busca de material. De acordo com o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), vereador Marco Rillo (PT), os locais estavam “abandonados”. “No IBC e no prédio da avenida Potirendaba parecia um chiqueiro”, afirmou o petista.


Hoje, os parlamentares vão dar continuidade à busca e apreensão. Um dos objetivos é conseguir localizar prontuários de pessoas que morreram por causa da dengue. Ontem, no almoxarifado localizado na avenida de Potirendaba, Rillo afirmou que a comissão identificou 15 caixas com mais de mil documentos que serão analisados pela CPI. Todo o material apreendido foi relacionado pelos oficiais de Justiça e podem ser devolvidos após o término das investigações.



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