Diário da Região

05/11/2013 - 02h15min

Fratelli

Interventor acusa dilapidação de patrimônio

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Hamilton Pavam Pelarin mandou bloquear patrimônio e pede abertura de inquérito para apurar supostos crimes
Pelarin mandou bloquear patrimônio e pede abertura de inquérito para apurar supostos crimes

O interventor judicial Antonio Carlos Cantarella, responsável pela administração das empresas do Grupo Scamatti, denunciou ao juiz da 1ª Vara de Fernandópolis, Evandro Pelarin, que o empresário Olívio Scamatti e sua mulher, Maria Augusta, estariam “dilapidando” o patrimônio do grupo na tentativa de de “driblar” a Justiça e evitar possível ressarcimento aos cofres públicos nas ações judiciais por improbidade. Scamatti é acusado de chefiar esquema de fraude em licitações na região Noroeste.


Diante do alerta do interventor, e com aval do Ministério Público, Pelarin determinou o bloqueio de bens imóveis da empresa Scamatti & Seller Investimentos O2 S, além da abertura de inquérito policial para apurar supostos crimes de fraude processual e falsidade ideológica.


Cantarella e o Gaeco acusam indícios de fraude na transferência de imóveis para pagar supostas dívidas com a Martins & Munhoz Construções Civil Ltda, Z & Z Prestação de Serviços em Construção Civil Ltda e Zevoli & Molinari Construção Civil no valor de R$ 5,6 milhões. O 1º cartório de registro de imóveis de Rio Preto e o cartório de Votuporanga já estão impedidos de transferir imóveis da empresa.


A mais nova notícia revoltou o juiz. “Mesmo depois de prisões temporárias, buscas e apreensões, conduções coercitivas, ações penais e civis em andamento, na Justiça federal e estadual, e com nomeação de administrador judicial, pessoas ligadas à empresa e até réu denunciado insistem em tentar ludibriar a Justiça com a transferência de bens”, diz o juiz.


“Olívio e Maria estão ocultando seu patrimônio na Scamatti & Seller Investimentos O2 S/A e valendo-se dessa empresa, por intermédio de seus atuais administradores - Paulo Sérgio Riva e Armando Watanabe Júnior - para esvaziar o patrimônio da empresa e com isso frustrar futura responsabilização econômica pelos crimes praticados”, afirma o Gaeco.


O Grupo Scamatti - formado por diversas empresas entre elas a Scamatti & Seller Investimentos O2 S/A - é acusado de fraudar licitações de pavimentação asfáltica em pelo menos 62 municípios do noroeste paulista. Organizadas pelo empresário Olívio Scamatti - que está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto -, as empresas do grupo ou “parceiras” disputavam licitações nos município burlando a lei 8.666/93. Atualmente, o grupo é alvo de ações penais e ações de improbidade em trâmite na Justiça Estadual e Justiça Federal.

Hamilton Pavam Evandro Leal diz não ter mais dúvidas: “Dinheiro foi para propina”

Planilha é de propina

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) de Rio Preto não tem mais dúvidas de que a planilha financeira encontrada na casa do empresário Olívio Scamatti contabilizou pagamentos de propinas a agentes públicos. A confirmação ocorreu a partir do cruzamento de informações existentes no documento e as interceptações telefônicas - autorizadas pela Justiça - realizadas durante a investigação que antecederam a operação Fratelli.

Entre os pagamentos suspeitos estão aqueles feitos em nome de “Palestina” e “Neves (Paulista)” no dia 5 de março deste ano. De acordo com os promotores de Justiça, foi o mesmo dia em que o Gaeco flagrou o funcionário do Grupo Scamatti com envelopes de dinheiro que seriam entregue a representantes do município.

“Não existe mais dúvida de que o dinheiro foi para a propina”, afirmou o promotor de Justiça Evandro Ornelas Leal, que abriu investigação para identificar os nomes de políticos que aparecem na lista. “Usamos por exemplos as escutas telefônicas”, disse.




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