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Diário da Região

29/04/2017 - 00h00min

Manifestações

‘Greve’ para BR-153, fecha bancos e causa transtornos

Manifestações

Marco Antônio dos Santos Cerca de 100 manifestantes do MST fecharam a BR logo pela manhã, nas proximidades do trevo de Talhado: congestionamento de 5 km
Cerca de 100 manifestantes do MST fecharam a BR logo pela manhã, nas proximidades do trevo de Talhado: congestionamento de 5 km

Sobrou transtorno para o rio-pretense durante as manifestações organizadas por sindicatos e centrais, com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), partidos políticos e movimentos sociais, como Movimento dos Sem-Terra (MST). Logo nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 28, o MST fechou a BR-153, o que causou um congestionamento de cinco quilômetros na estrada. O movimento trouxe pessoas de locais distantes de Rio Preto, como Campinas e Marília, para participar do protesto na cidade.

A lentidão no trânsito durou das 7h às 8h30, quando a Polícia Rodoviária Federal interveio e liberou parte da pista. O grupo formado por cerca de 100 pessoas seguiu em caminhada para novo protesto em frente ao prédio da Câmara de Rio Preto, onde estavam mais 300 pessoas. Um tumulto teve início quando militantes xingaram de “fascista” o aposentado Carlos Alberto Guimarães, de 70 anos, que segurava uma faixa com nome do juiz federal Sérgio Moro. 

Policiais tiveram de intervir no bate-boca. “Isso é normal. A gente não pode agradar todo mundo. Eu estava aqui em paz e eles vieram me atacar. Achei melhor ir embora”, disse o aposentado. A Polícia Militar agiu para evitar, por exemplo, o fechamento do terminal de ônibus, ação que havia sido planejada por sindicalistas, também de outras regiões do Estado. O advogado Davi Martini Júnior diz que participou da manifestação, representando a OAB Rio Preto, discursando contra a reforma trabalhista. 

“A nossa entidade é contra a proposta, porque vai retirar direito dos trabalhadores que no futuro terão dificuldade para aposentar”, afirmou. Na parte da manhã, foi registrado o fechamento de escolas estaduais e agências bancárias, cujos funcionários aderiram à greve a pedido de sindicato das duas categorias. O Diário apurou também que uma outra parcela da população acabou sentindo os reflexos da crise geral no País com paralisação de serviços, como aeroportos em São Paulo. Houve atraso em voo.

No período da tarde, cerca de 400 pessoas, também de acordo com cálculo da PM, fecharam a avenida Bady Bassitt em frente ao prédio do INSS. Discursos inflamados contra as reformas, sobretudo da Previdência, tinham como alvo principal o presidente Michel Temer (PMDB). O deputado estadual João Paulo Rillo (PT) disse que a manifestação foi “um marco” para Rio Preto, por contar com a participação da maioria dos sindicatos da cidade.

“A CNBB aderiu à greve. Mais de 1,5 mil juízes do Trabalho assinaram manifesto contra reforma trabalhista proposta pelo crápula do Michel Temer. Toda classe trabalhadora está unificada. Aqui há políticos até de partidos de deputados que votaram a favor da reforma”, disse o deputado petista. As duas manifestações percorreram ruas da região central da cidade e terminaram com um ato na frente da entrada do terminal.

 

 

Escolas e bancos pararam

A greve atingiu escolas estaduais de Rio Preto e agência de bancos públicos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Nesta sexta-feira, 28, os portões das escolas estaduais Maria Galante Nora, Monsenhor Gonçalves, Octacilio Alves de Almeida, Oscar de Barros Serra Dória e Celso Habbade Mourão estavam fechados e não havia aulas. Os alunos foram informados durante a semana sobre a paralisação e não compareceram. Segundo a Apeoesp - sindicato dos professores da rede estadual - a adesão foi de 80%. 

Já a Secretaria Estadual de Educação afirmou que 99% das unidades funcionaram no Estado. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Preto, Aparecido Donizete Roveroni, 13 agências da Caixa Econômica Federal e duas do Banco do Brasil fecharam as portas em Rio Preto. A adesão pegou a aposentada Abigail Inácio, 76 anos, de surpresa. Ela estava dentro da agência do Banco do Brasil da rua Voluntários de São Paulo esquina com a Jorge Tibiriçá e aguardava na fila para entrar. “Eu tenho que pegar dinheiro no balcão de atendimento para pagar uma conta e não terei como fazer isso.

Não vou aceitar pagar juros, eu vim fazer a minha parte que é pagar a conta, o banco é que não está atendendo”, disse, nervosa. Segundo ela, o serviço não tinha como ser efetuado nos caixas eletrônicos. Quem também foi embora sem atendimento foi a aposentada Olívia Rodrigues, 70. Ela disse que tinha que resolver uma pendência financeira e precisava ser no guichê. “Vou ter de passar o feriado prolongado sem dinheiro. Deixei uma pessoa doente na cama para vir ao banco e resolveram entrar na greve”, reclamou.

 

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