Diário da Região

11/02/2010 - 14h53min

Eleições

FHC faz novas críticas a Dilma em jornal dos EUA

Eleições

Divulgação/ Agência Brasil
"Ela é uma pessoa muito dura, autoritária", avaliou o tucano.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou, em entrevista ao jornal Miami Herald, a pré-candidata presidencial Dilma Rousseff (PT). Em texto divulgado hoje no site do periódico, o ex-presidente qualificou a ministra da Casa Civil como "dogmática" e "autoritária". FHC afirmou que Dilma "ainda não tem qualquer experiência de liderança". Além disso, repetiu crítica realizada recentemente, segundo a qual a ministra "não é líder".


Questionado sobre se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria influência sobre Dilma, caso ela fosse eleita, FHC disse que isso provavelmente não ocorreria, também por causa das características pessoais de Dilma. "Ela é uma pessoa muito dura, autoritária", avaliou o tucano.


Em uma comparação, o ex-presidente afirmou que Lula é mais independente em relação ao PT, além de qualificá-lo como "um negociador habilidoso". "Ele tem a habilidade para mudar de opinião", notou. Já a ministra provavelmente não teria essa postura, "porque ela é mais, talvez isso seja um pouco duro, dogmática. Ela tem uma visão um pouco mais datada, favorecendo uma maior interferência do Estado (na economia)".


O ex-presidente disse que Dilma "provavelmente" teria uma relação mais próxima com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Após ressalvar que o Brasil tem instituições sólidas, FHC afirmou que "o coração de Dilma é mais próximo da esquerda".


Avaliação


Após a entrevista, o jornalista Andres Oppenheimer faz sua própria avaliação sobre a conversa com o tucano e o momento político do Brasil. Segundo ele, a campanha já está a pleno vapor, por isso é necessário relativizar um pouco as declarações dos políticos nesse momento. O jornalista apostou que a petista precisará caminhar para o centro para poder vencer.


Oppenheimer concordou com a solidez das instituições brasileiras, o que impediria que "qualquer presidente destruísse os ganhos econômicos do País dos últimos 15 anos". "Apesar da política externa repulsiva de Lula - ele está apoiando as piores ditaduras do mundo -, o Brasil provavelmente continuará como um modelo de comportamento econômico responsável e de redução de pobreza na América Latina", avaliou o jornalista.

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