Diário da Região

05/12/2009 - 01h14min

Troca de presentes

Festa secreta de Valdomiro e vereadores custou R$ 2,5 mil

Troca de presentes

Thomaz Vita Neto Prefeito Valdomiro Lopes (foto) diz que “não há problema” em evento, mas a população está indignada
Prefeito Valdomiro Lopes (foto) diz que “não há problema” em evento, mas a população está indignada

O rega-bofe promovido pelo prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), e os 15 vereadores da base governista custou cerca de R$ 2,5 mil. O valor deverá ser dividido entre Valdomiro e os parlamentares que participaram da festa secreta, realizada na noite da última quarta-feira, no Automóvel Clube, para troca de presentes.


Valdomiro disse que “não há nenhum problema” na realização do encontro para troca de presentes. Ele afirmou que a boa relação dos poderes ocorre em todas as instâncias do governo e citou como exemplo jantares que participou com o então governo quando era deputado estadual. “A Câmara nunca deixou e não irá deixar de fiscalizar o Executivo”, afirmou.


O Diário apurou ontem que o valor da conta registrada no restaurante do clube ainda não foi quitada. Só em bebida e comida, o grupo consumiu R$ 2.205,00, sendo incluídos na conta cinco vinhos frisantes e um litro de uísque Red Label. “Eles terão de acertar, lá na secretaria do clube, ainda os valores cobrados pelo serviço de dois garçons, um balconista, um porteiro e o rapaz do som, o que totaliza R$ 2,5 mil. Não sei quem irá pagar, mas está em aberto a conta”, afirmou um funcionário do clube.


Segundo Nilson Silva (PSDB), apenas ontem os vereadores foram informados que haverá um rateio entre todos que participaram do amigo secreto com Valdomiro. A notícia veio no mesmo dia em que o Diário revelou com exclusividade o encontro secreto. “Se ficar mais de R$ 25 por pessoa será caro, porque eu fui acompanhado da minha mulher e do meu filho”, disse o tucano. “Todos terão de pagar”, afirmou.


Eduardo Piacenti (PPS) disse que recebeu convite do chefe de gabinete, Alex de Carvalho, para participar da festa. “Não estamos usando dinheiro da Câmara ou do Executivo. A festa foi feita fora do horário de expediente e não vejo nenhum problema nisso”, afirmou o pepessista. “Foi uma festa de confraternização até importante para a cidade”, disse.


Para Maurin Ribeiro (PC do B), a revelação da sua participação na festa expõe a sua vida particular. O presidente da Câmara, Jorge Menezes (DEM), não quis comentar o assunto e alegou, por meio do assessor de imprensa da Casa, que se tratava de um evento particular. Por coincidência, ele foi o amigo secreto de Valdomiro, que recebeu o presente de Alessandra Trigo (PSDB). Portadora de deficiência física, ela não participou da festa por o elevador estava quebrado e não tinha como chegar até o terceiro andar.


Indignação


Enquanto os participantes da festa encaram a troca de presentes com normalidade, os munícipes pensam diferente. Nas ruas da cidade ficou clara a indignação pela troca de mimos entre Valdomiro e os vereadores. “É imoral. O que deve ser feito para a população não é feito. A cidade está péssima, a saúde está péssima”, afirmou a aposentada Maria Celeste. “O povo é passado para trás. Não voto mais em ninguém.”


Um dos motivos apontados para a festa ser colocada sob suspeita é o fato de os vereadores terem como missão a fiscalização dos atos do prefeito. Para Jorge Abdanur (PSDB), o fato dele ter participado do evento não evitará futuros questionamentos ao Executivo. “Vou manter minha independência na Câmara. (O amigo secreto) foi uma confraternização, que não interfere em nada no meu comportamento como vereador”, disse o tucano.


De fora Os dois vereadores de oposição - Marco Rillo (PT) e Pedro Roberto (Psol) - não foram convidados para participar do rega-bofe. “Uma confraternização é normal desde que você tenha vínculos de raízes. Que relação o prefeito tem com os vereadores?”, questionou o petista. “Não é muito inteligente da parte do prefeito excluir alguém por achar que é inimigo. Só tenho a lamentar”, afirmou.


Segundo Pedro, perante a população fica a desconfiança de que “existe alguma coisa por trás” de um evento realizado sigilosamente. “É ruim para o prefeito e deixa clara a situação de submissão da Câmara”, disse o parlamentar do Psol.

   

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