X
X

Diário da Região

15/12/2017 - 10h45min

Rio

Cerimônia no Rio 'desenforca' Tiradentes

Rio

Sob escolta de um bloco de carnaval, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi "desenforcado" nesta terça-feira, 21, na praça batizada com seu apelido, no Centro do Rio, como parte das comemorações do feriado que celebra a sua memória. Foi o clímax da encenação de uma "revisão" do julgamento do mártir da Inconfidência Mineira, enforcado e esquartejado pela Coroa Portuguesa em 1792 por tramar a independência do Brasil. A encenação foi protagonizada pelo ator Milton Gonçalves, que se disse emocionado com o espetáculo. Mudou o final da história ao absolver o personagem histórico. A peça, escrita por Ricardo Leite Lopes e dirigida por Silvia Monte, diretora do Centro Cultural do Poder Judiciário do Rio, chama-se "O desenforcamento do Tiradentes: Justiça ainda que tardia". Foi encenada por iniciativa do Tribunal de Justiça fluminense. Ironicamente, o Mártir foi "desenforcado" perto da estátua equestre do imperador D. Pedro I, neto da rainha de Portugal, D. Maria, a Louca, sob cujo reinado o herói foi executado por seus ideais. Ao deixar o Salão do Primeiro Tribunal do Júri, no prédio histórico do antigo Palácio da Justiça, onde aconteceu o "julgamento", o ator Milton Gonçalves se disse emocionado. "Os grandes heróis brasileiros me tocam profundamente. Deveríamos ter mais dessas pessoas, deveríamos adorar, elogiar e estar sempre buscando exemplos maiores para o nosso País. Sou é brasileiro, é isso que sou, eu sou um democrata, é isso que eu sou, sou um cidadão, não sou só ator. Um cidadão preocupado com a pobreza, com a ignorância, com a violência e com a brutalidade. Viva o Brasil!", discursou o ator. Gonçalves comentou ainda a importância de a peça revisar a história, resultando a absolvição de Tiradentes. "Quem faz a justiça, num certo sentido na história, é o povo. É a massa que reconhece, em determinado momento, que aquele que estava lá era seu parceiro", completou. A acusação contra Tiradentes foi feita por Jorge Vacite, e a defesa, por Técio Lins e Silva. Após o espetáculo, o público presente e mais dezenas de pessoas que chegaram após o início da peça seguiram num desfile ao som da bateria do Bloco das Carmelitas, um dos mais tradicionais do Rio, que toma as ruas de Santa Teresa no carnaval carioca. Gonçalves subiu no carro de som que acompanhou o desfile. O cortejo passou pelo Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio. Ali ficava a Cadeia Velha, de onde o Mártir saiu para o enforcamento. Depois, o bloco seguiu até a Praça Tiradentes, onde a execução aconteceu, dois séculos atrás.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso