Diário da Região

01/05/2015 - 00h24min

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Câmara impõe nova derrota a Valdomiro

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Guilherme Baffi Vereadores da base governista ‘esvaziaram’ sessão de ontem
Vereadores da base governista ‘esvaziaram’ sessão de ontem

Fracassou ontem sessão extra marcada para aprovar projeto do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) que cria controle interno município - por meio de grupo que vai acompanhar detalhadamente os gastos e receitas da Prefeitura.  O projeto que já havia sido descartado pelos vereadores foi novamente rejeitado em plenário. Na prática, os aliados do prefeito - que tirou férias e passou o comando do município ao presidente da Câmara, Fábio Marcondes (PR) - não conseguiram reunir o mínimo de nove votos para aprovar  o projeto. 

A criação do controle interno foi uma recomendação do TCE (Tribunal de Contas de São Paulo) ao município. Além de ver o projeto rejeitado novamente, o governo vive situação incômoda no Legislativo, com declarações e críticas de vereadores considerados aliados até pouco tempo. O primeiro a se rebelar  foi Paulo Pauléra (PP). Depois de dizer que seu partido rompeu com o governo, ele deixou o plenário no momento da votação de ontem. "É mais uma derrota do governo que mostra que o diálogo com a Câmara tem de mudar", disse.

 O vereador chegou pedir a troca do secretário de Governo, Alexandre Azevedo Marques. "O Alex (Carvalho) deveria voltar. Ele conversava mais com vereadores", disse. Gerson Furquim (PP) até poucos dias cotado para voltar ser secretário, nem apareceu na sessão, assim como outros vereadores da base. Com plenário esvaziado e "rebelde" o projeto foi para o arquivo. 

A aliada da base do prefeito Alessandra Trigo (PSDB), deixou o plenário no momento da votação, assim como Pauléra, e o vereador José Carlos Marinho, do PSB, mesmo partido de Valdomiro. Marinho disse que a nova rejeição do projeto foi um alerta. "O prefeito deve ficar atento ao que acontece na Câmara. As coisas estão mudando", disparou. 

A assessoria do prefeito infirmou que ainda não sabe o se projeto será encaminhado pela terceira vez à Câmara. "Vamos esperar o prefeito voltar (das férias) e ele vai decidir. O controle interno é uma determinação do Tribunal de Contas", afirmou o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira. O prefeito em exercício Fábio Marcondes tenta amenizar a situação. 

"Acredito que o momento é de diálogo. Vou procurar conversar mais com os vereadores. Na minha opinião, a discussão  não vai levar a lugar nenhum", afirmou. Depois de rejeitar a proposta  do prefeito, vereadores aprovaram projeto que proíbe distribuição de panfletos em esquinas da cidade e projeto que obriga a instalação de ar-condicionado em ônibus do transporte coletivo na nova licitação do serviço, prevista para 2021. 

Grupo já fala em abrir CPI

Com vereadores da base divididos, grupo de oposição aproveita para tentar emplacar abertura de CPI na Câmara. A intenção é conseguir assinaturas para investigar o governo de Valdomiro. Atualmente, a oposição conta com quatro vereadores. Para criar uma CPI na Câmara de Rio Preto é preciso apoio de ao menos seis parlamentares. Pelo discurso de alguns vereadores tido como governistas até poucos dias, é possível que requerimentos de CPI apareçam na Câmara nos próximos dias. 

"Se vier algum pedido para abertura de CEI (Comissão Especial de Inquérito) vou analisar caso a caso e conversar também com o Gerson Furquim. Se chegar alguma coisa que tenha mérito, que tenha substância, podemos até assinar, mas será analisado caso a caso", disse. As recentes investidas da oposição para tentar abrir CPI e apurar denúncias contra a Prefeitura não avançaram na Câmara. 

As CPIs têm poder de convocar secretários e testemunhas para investigar fatos determinados de supostas irregulares não avançaram na Câmara. A última CPI no Legislativo foi para investigar o acidente com trem da ALL que provocou a morte de oito pessoas. O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público. Como o governo de Valdomiro já caminha para o final - no ano que vem ele não poderá ser candidato novamente - a tendência é que comissões de investigação sejam abertas, segundo avaliam vereadores da própria base do prefeito. 

 

 


 

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