X
X

Diário da Região

29/06/2017 - 00h07min

Brasília, 29

Barroso critica políticos que 'só pensam em dinheiro'

Brasília, 29

Em entrevista ao jornalista Roberto D'Ávila, exibida na noite desta quarta-feira (28) pela TV por assinatura Globonews, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso condenou o financiamento empresarial às campanhas eleitorais. "O Supremo derrubou o modelo mafioso de financiamento eleitoral. Era possível tomar dinheiro emprestado do BNDES e financiar o candidato de sua escolha. Totalmente indefensável. A mesma empresa doava para os três candidatos, Dilma, Aécio e Marina, quem faz isso não está exercendo seu direito político, ou está sendo achacado ou está comprando favores futuros", afirmou. "Agora volta-se a falar em financiamento empresarial. Desculpe dizer, mas essa gente só pensa em dinheiro. Essa gente precisa mudar o sistema. Tem que fazer a vida política ser mais barata. O protagonista da democracia é o cidadão, não o dinheiro", continuou. Questionado sobre as divergências com seu colega Gilmar Mendes, também ministro do STF, com quem Barroso travou debate em algumas das últimas sessões, o ministro afirmou: "Temos relações cordiais. As pessoas tem diferentes visões do que seja o melhor para o Brasil, mas eu não coloco em questão as boas intenções nem a boa-fé de ninguém. As pessoas divergem em função de ideias. Numa sociedade aberta é perfeitamente possível pensar diferente". Quando D'Ávila perguntou se o impeachment de Dilma Rousseff (PT) deixou sequelas, Barroso respondeu: "Ah, certamente, certamente. Acho que qualquer historiador, qualquer observador da cena brasileira constatará isso. O Supremo se dispôs a rever o rito, impôs o rito para que ele não fosse mudando ao longo do caminho. O Supremo não se dispôs a rever o mérito do impeachment porque a sociedade estava dividida politicamente e não é papel do Supremo fazer escolhas políticas. Mas, olhando pelo retrovisor, eu penso que se utilizou um instrumento parlamentarista para a destituição de um chefe de governo no modelo presidencial, e portanto houve um abalo institucional. Prometia-se em troca disso as reformas. Aparentemente nós ficamos só com o abalo institucional. A destituição de um presidente da República por perda de sustentação política e não por corrupção é uma figura do parlamentarismo e não do presidencialismo, de modo que eu acho que há um certo ressentimento que ficou desse processo e que dependerá de outro governo". (Fábio Grellet)

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso