Diário da Região

27/01/2009 - 03h18min

Entrevista

Arlindo Chinaglia diz que PT terá ?dificuldade? em 2010

Entrevista

Hamilton Pavam Sem Lula como candidato, Chinaglia acha que PT terá dificuldade em 2010
Sem Lula como candidato, Chinaglia acha que PT terá dificuldade em 2010
Sem poder contar com a candidatura do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição de 2010, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), acha que o partido terá ?dificuldades? na disputa eleitoral, especialmente com o PSDB no Estado de São Paulo. ?Não podemos negar as dificuldades que nós temos em São Paulo. Nunca governamos o Estado e aqui exige uma preparação maior?, afirmou, em entrevista exclusiva ao Diário neste final de semana, quando passou por Rio Preto para contatos políticos. Chinaglia disse ainda que os petistas ?têm nomes?, mas que não há um ?candidato natural?ao governo estadual. Justamente por defender um debate interno sobre o futuro da sigla, o cacique petista evita se projetar como um dos pré-candidatos. ?Estou preparado para ser deputado federal?, afirmou Chinaglia, que deixará a presidência da Câmara Federal no dia 2 de fevereiro.

Sobre sua sucessão no legislativo federal, Chinaglia disse que o PT vai manter o acordo com o PMDB para eleger Michel Temer (PMDB) presidente da Casa. Ele aposta que os dois partidos estão juntos na disputa da presidência em 2010. Chinaglia falou ainda sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos vereadores, a possível filiação do ex-prefeito Manoel Antunes ao partido e o plano do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) de buscar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o contorno ferroviário em Rio Preto.

Leia os principais trechos da entrevista abaixo:

Diário - O PSDB está se movimentando no Estado de olho em 2010 com dois candidatos fortes: Aloysio Nunes e Geraldo Alckmin. O que o PT está fazendo ou articulando? Não está muito parado?
Chinaglia - Acho que o PT hoje não tem um nome natural. É de certa forma compreensível, já que o PSDB vai para 16 anos anos governando o Estado. Então o PSDB tem todo o controle da máquina administrativa, tem todos os cargos de confiança sobre o seu comando. Portanto, é de se prever que o PSDB venha a mais tempo discutindo. A partir, inclusive, do projeto do governador José Serra de ser o presidente da República. Avalio que eles estão a mais tempo construindo. Com referência ao PT, nós temos de considerar que pela primeira vez não teremos o Lula como candidato a presidente. Isso é desafio grande para o PT e o fato, digamos, de hoje nós termos a ministra Dilma (Rousseff) como aquela que provavelmente será a candidata do PT à presidente da República traz a segunda variável que é o fato dela não ser de São Paulo. O PT não tem um nome natural, que se imponha por um peso eleitoral, uma trajetória. Vou reformular. Tem gente com peso eleitoral, mas não temos uma candidatura natural. O PT terá de passar por um processo, terá de discutir a partir dessa realidade, vai ter de delinear a partir de um balanço. Defendo que o PT faça um balanço em âmbito nacional e estadual desde a sua fundação até o governo Lula. Não podemos negar as dificuldades que nós temos no Estado de São Paulo. Nunca governamos o Estado e aqui exige uma preparação maior. Quem quer representar tem de entender de forma profunda a realidade, onde se vive. O PT tem de inaugurar um processo e a partir daí buscar definições programática e evoluir para candidaturas.

Diário - O nome do deputado federal Antônio Palocci foi lembrado. O senhor acredita que ele é o candidato mais forte do PT ao governo do Estado?
Chinaglia - Não tenho como responder se ele é o nome mais forte. É o nome mencionado, como vários outros são mencionados. Por isso que defendo que o PT faça uma avaliação. Qualquer antecipação que eu faça não passaria de uma avaliação pessoal. Acho que o Palocci, pelo papel que teve como ministro da Fazenda, ele tem o que mostrar. Agora, em uma disputa eleitoral, temos de comparar. Não só o candidato do PT, mas de outros partidos. Os aspectos positivos e eventualmente o que sejam considerados para os adversários como aspectos negativos. O PT tem de ponderar todas as possibilidades.

Diário - Quais são os nomes discutidos no partido para a sucessão

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