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Diário da Região

15/03/2017 - 00h00min

DELAÇÃO

Aloysio aparece em lista de Rodrigo Janot

DELAÇÃO

Fabio Rodrigues Pozzebom O ministro Aloysio Nunes, quer ver as delações antes de falar
O ministro Aloysio Nunes, quer ver as delações antes de falar

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, está na lista de nomes que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que ver investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato. Aloysio, segundo revelou o jornal “Folha de S.Paulo, seria um dos citados pelo ex-diretor da Odebrecht Carlos Armando Paschoal como destinatário de R$ 500 mil, por meio de caixa 2, para sua campanha ao Senado, em 2010.

Aloysio, que é de Rio Preto, assumiu a vaga de ministro após José Serra pedir demissão. Serra também é alvo de pedido de investigação. O senador e ex-governador de São Paulo teria recebido R$ 23 milhões em uma conta na Suíça em nome de Ronaldo Cezar Coelho.

Janot pediu para investigar outros quatro titulares dos 29 ministérios do governo do presidente Michel Temer (PMDB). Além de Aloysio, foram mencionados Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Kassab (PSD), das Comunicações e Bruno Araújo (PSDB), da pasta de Cidades

Aloysio e os membros do governo poderão ser investigados formalmente caso o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), acate as representações feitas por Janot nesta terça-feira, 14.

Além disso, a lista de Janot inclui os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, mas como os petistas perderam o foro privilegiado os casos devem ser remetidos à primeira instância.

Além dos ministros, Temer deve ver três importantes aliados no Congresso na mira das autoridades. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), além do senador Edison Lobão (PMDB), estão entre os alvos dos 83 inquéritos cuja abertura foi pedida pela PGR.

No total, Rodrigo Janot enviou 320 pedidos ao STF com base nas delações premiadas de 78 executivos da Odebrecht. São 83 pedidos de abertura de inquéritos, 211 declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, 7 pedidos de arquivamentos e 19 outras providências.

Segundo a PGR, “não é possível divulgar detalhes sobre os termos de depoimentos, inquéritos e demais peças enviadas ao STF por estarem em segredo de Justiça.” Por isso, Rodrigo Janot, em seus pedidos, também solicitou ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, a retirada do sigilo desse material considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público.

Eliseu Padilha e Moreira Franco foram citados por delatores da Odebrecht por, supostamente, atuarem em parceria na captação de recursos para seu grupo político no PMDB.

No anexo de sua colaboração, já tornado público, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht em Brasília Cláudio Mello Filho disse que se reuniu com Moreira para tratar de interesses da empreiteira relacionados à aviação civil, área que ele comandava no governo Dilma Rousseff. Também contou que o ministro pressionava a empreiteira para assumir algumas posições em negócios nesse setor.

O executivo também disse que, num jantar no Palácio do Jaburu, o então vice-presidente Michel Temer pediu pessoalmente ao também delator e herdeiro da empreiteira, Marcelo Odebrecht, uma contribuição. Odebrecht teria se comprometido com R$ 10 milhões.

Nota de Aloysio

O ministro Aloysio Nunes disse, por meio de nota, que requereu na segunda-feira, 13, acesso ao conteúdo da delação da Odebrecht naquilo que poderia lhe dizer respeito. Ainda segunda, enviada pela assessoria de imprensa, Aloysio “não vai se pronunciar sobre suposta menção a seu nome até ter conhecimento do teor do documento”.

 

Rodrigo Janot - 15032017 Rodrigo Janot, que enviou pedido nesta terça, 14, para o STF

Deputados cobram posição contra ao caixa 2

Deputados cobraram nesta terça-feira, 14, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se posicione contra a votação de um projeto de anistia à prática de caixa 2. Maia foi questionado sobre o assunto tanto em plenário quanto durante reunião de líderes da Casa. O debate sobre o tema ganhou força no dia em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a nova lista de pedidos de abertura de inquéritos da Operação Lava Jato, com base nas delações da Odebrecht.

“Quem fala pela Casa é Vossa Excelência. Convoque uma entrevista coletiva, e diga: 'Enquanto eu for presidente desta Casa, eu não vou pautar esse projeto”, sugeriu, da tribuna, o deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE). Costa afirmou que Maia estava sendo um bom presidente da Câmara, mas que precisava deixar claro para a sociedade de que os deputados não iriam fazer essa “patifaria”. Ao final da fala do parlamentar, Maia limitou-se a agradecer os elogios.

O líder do PSOL, deputado Glauber Braga (RJ), também afirmou que questionou Maia durante uma reunião e que ele teria dado respostas evasivas sobre o assunto. Segundo o deputado, o presidente da Câmara afirmou que essa pergunta deveria ser feita ao relator da comissão que debate Reforma Política, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), mas que não havia previsão para que o tema fosse votado nas próximas duas semanas.

Na semana passada, Maia defendeu que o debate sobre a anistia ao caixa 2 deveria ser feito de maneira "transparente", para que fique claro para a população o que o Congresso está discutindo. Por enquanto, porém, não há nenhum deputado que tenha tido coragem de assumir a autoria do texto com a proposta de anistia. Há a possibilidade de que a medida seja debatida na comissão da Reforma Política ou que seja incluída no projeto de lei que retira poder de fiscalização e de punição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação aos partidos políticos.

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