X
X

Diário da Região

11/05/2016 - 15h07min

Campinas

Unicamp informa que foi surpreendida por invasão de 600 estudantes

Campinas

Cerca de 600 estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) invadiram a reitoria da universidade no câmpus de Campinas, no interior de São Paulo, na noite de terça-feira, 11. A ocupação aconteceu por volta das 23 horas, após decisão tomada em assembleia. Os alunos reivindicam a ampliação da moradia estudantil, a implantação de cotas sociais e protestam contra o corte de R$ 40 milhões anunciado pelo reitor José Tadeu Jorge. Com o lema "Cota, sim. Cortes, não! Contra o Golpe e pela Educação. Permanência e ampliação", os estudantes estão no prédio onde funcionam a reitoria e pró-reitorias. Unicamp informou que foi surpreendida pela invasão e que não recebeu nenhuma reivindicação dos estudantes. Em nota, a reitoria informou que "desconhece a motivação do ato e estranha que a ocupação tenha ocorrido sem qualquer reivindicação prévia por parte dos manifestantes". "Nesse momento, a Administração Central avalia o quadro a fim de tomar as medidas cabíveis. Importante esclarecer que todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão funcionam normalmente." Os estudantes divulgaram suas reivindicações em redes sociais. Eles afirmam que o corte anunciado pelo reitor afetará a contratação de professores, manutenção de prédios e, principalmente, a reposição de médicos e profissionais da área de saúde no hospital da universidade. Em relação à moradia estudantil, conquistada após movimento dos estudantes nos anos 1980, os universitários dizem que há 20 anos existem problemas de superlotação, falta de camas e falta de manutenção da rede elétrica e de água. Os alunos também dizem que a permanência dos estudantes no local está sendo dificultada com mudanças de regras pela universidade. Sobre as cotas sociais, eles reclamam principalmente da falta de cotas raciais na Unicamp, que seria a única grande universidade pública a não ter esse tipo de política de inclusão. A universidade tem sido palco constante de manifestações racistas, com pichações contra a presença de negros nas faculdades. Também há denúncias contra declarações de professores em salas de aula. Os universitários dizem que os cortes de verbas são o início de um processo de precarização do ensino público e querem unificar sua manifestação a ocupações de outras universidades e com os estudantes secundaristas. "Queremos nos unificar com os estudantes da USP (Universidade de São Paulo), da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e os secundaristas das escolas estaduais e Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) de São Paulo, bem como a todos os trabalhadores, contra os ataques das reitorias e do governo (Geraldo) Alckmin, que rouba merenda e manda sua polícia bater em estudantes que lutam, enquanto destrói a educação de todo o Estado", diz o manifesto publicado nas redes sociais.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso