X
X

Diário da Região

18/09/2017 - 21h09min

Osasco

Primeiro dia do júri da maior chacina de SP tem choro de réu e medo de testemunha

Osasco

O primeiro dia do júri da maior chacina da história de São Paulo, com 17 pessoas assassinadas a tiros em agosto de 2015, foi marcado por choro de um dos réus, medo de vítima, testemunha que "desapareceu" e protestos do lado de fora do Fórum Criminal de Osasco, na Grande São Paulo. Dois policiais militares e um GCM respondem pelos crimes. Apesar de estar marcado começar às 13 horas, o tribunal do júri atrasou porque uma das 43 testemunhas arroladas no processo não apareceu. Incluído pela defesa, o homem precisou ser conduzido por uma equipe da Polícia Civil até o fórum. O motivo do "sumiço" não foi informado. Após sorteio, o Conselho de Sentença acabou sendo formado por quatro homens e três mulheres. Defesa e acusação dispensaram, ao todo, 15 testemunhas - restando 28 a ser ouvidas ao longo do julgamento, que é presidido pela juíza Élia Kinosita Bulman, da Vara do Júri de Osasco. A dimensão do julgamento também impactou a rotina da cidade. O prédio do Tribunal de Justiça foi todo vistoriado antes do início da sessão e a Avenida Flores, local do prédio, foi bloqueada para veículos. Itinerários de ônibus que passavam por lá também foram deslocados. Réus Sentados um ao lado do outro, os réus permaneceram tranquilo a maior parte do tempo. A exceção foi o policial da Rota Fabricio Eleutério, que chorou ainda antes das testemunhas começarem a depor. Ele também trouxe uma bíblia pequena para o plenário. Também são julgados o PM Thiago Henklain e o GCM de Barueri Sérgio Manhanhã. Todos eles negam participação. O capitão Rodrigo Elias da Silva, da Corregedoria da PM, foi o primeiro a testemunhar e contou detalhes da investigação que apontou os policiais como autores da chacina. Segundo ele, o primeiro passo foi levantar o álibi de todos os PMs do 42.° Batalhão, que atua na área dos crimes. "Ouvimos 60 policiais em dois dias." Silva também disse que chegou até Fabrício Eleutério após o relato de um sobrevivente, que reconheceu o policial como autor do disparo. Segundo ele, o PM se apresentou com a advogada na Corregedoria e propôs depor como testemunha reservada e apontar os autores da chacina. Após o depoimento, foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão. "As pessoas que ele disse existiam, mas não conseguimos nenhuma comprovação." Ainda segundo o investigador, Eleutério se encontrou com outros seis PMs em uma pizzaria logo após o crime. "Ele já tinha sido alvo de investigação em 2013 por suspeita de participar de um grupo de extermínio em Osasco." O lote e o calibre das munições usadas naquela época coincidem com o da chacina de 2015. Já sobre Thiago Henklain, Silva afirmou que ele foi identificado como um dos PMs que rondaram a região perguntando por um sobreviventes dias após a chacina. O réu também teria brigado com uma mulher depois de ela reconhecê-lo como um dos autores dos ataques em imagens divulgadas pela TV. Como álibi, a defesa de Eleuterio afirma que ele estava na casa da namorada na noite do crime. Por sua vez, os advogados de Henklain sustentam que o policial estava na sede do batalhão, ajudando a arranjar os alvos para uma aula de tiro que aconteceria no dia seguinte. Medo Segundo a depor, o pintor Amauri José Custódio, de 56 anos, pediu que os réus saíssem do plenário. "Eu fui alvejado, fiquei com medo. Eu não tinha nada a ver com o problema deles." Custódio é um dos dois sobreviventes do bar do Juvenal, onde oito pessoas morreram. Foi o maior ataque da noite. A vítima foi baleada no rosto e o tiro atravessou sua nuca. Ele passou 75 dias internado mo hospital, 13 deles em coma. "Não consigo mais trabalhar. Sinto falta de ar, acordo sufocado", disse o pintor. Ele também afirmou que "não viu e nem ouviu nada", porque estava dormindo na mesa no momento do disparo. "Tomei uma cerveja e uma pinga e desmaiei de sono."

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso