X
X

Diário da Região

10/02/2014 - 13h04min

Política

Papa torna-se 'pivô' de conflito na Argentina

Política

Alessandra Tarantino Devoto de Nossa Senhora, o Papa celebra em Aparecida (SP)
Devoto de Nossa Senhora, o Papa celebra em Aparecida (SP)

O papa Francisco tornou-se involuntariamente pivô de um novo conflito político no governo de Cristina Kirchner. Um suposto convite do papa a alguns ministros, empresários e sindicalistas para uma reunião no dia 19, no Vaticano, divulgado pelos jornais La Nación e Perfil neste domingo, 9, foi interpretado como uma intenção do papa de promover um diálogo para ajudar a baixar os níveis de tensão social em meio à disparada da inflação e ao início de negociações de dissídios coletivos na Argentina.


O chefe de Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich, afirmou que o governo está preocupado pela "manipulação jornalística com o papa", já que outro veículo de imprensa local desmentiu a natureza do encontro.


Segundo relatou a jornalista Alicia Barrios, do jornal Crónica, o papa a chamou para cumprimentá-la pelo seu aniversário, no domingo, e desmentiu que tenha reunião agendada com o ministro do Trabalho, Carlos Tomada, o presidente da União Industrial Argentina (UIA), Héctor Méndez, o vice-presidente, Daniel Funes de Rioja, e o secretário-geral do sindicato da Construção (Uocra), Gerardo Martínez.


"Aqui vem José María Del Corral (presidente do Conselho Geral de Educação da Arquidiocese de Buenos Aires), com Ricardo Pignatelli (líder dos metalúrgicos do sindicado Smata) e é uma reunião sobre educação. Não tenho agendada reunião de nenhum outro tipo", teria dito o papa à jornalista. Ela também disse que o papa não demonstrou preocupação com o último discurso da presidente Cristina Kirchner, há uma semana, no qual atacou sindicalistas, empresários, economistas, opositores e quem compra dólares.


O chefe de Gabinete comentou, na manhã desta segunda-feira, 10, que o "desmentido do papa aumenta a falta de crédito de alguns meios de comunicação", que "usam falsamente a figura do papa para manipulação midiática".


O vice-presidente da UIA, José Urtebey, disse à imprensa que "não há clima social para que o papa seja um intermediador". Em seus tempos de arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio, o papa Francisco, mantinha reuniões com políticos, sindicalistas e empresários e era considerado pela presidente e seu ex-marido, o falecido Néstor Kirchner, um dos inimigos políticos do governo.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso