X
X

Diário da Região

30/09/2015 - 19h04min

Nações Unidas

Na ONU, Abbas declara que abandonará tratados de paz com Israel

Nações Unidas

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (AP), Mahmoud Abbas, declarou durante a 70ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que a entidade deixará de seguir legalmente os tratados assinados com Israel. Entre os pactos, está o Tratado de Oslo, de 1993 e de 1995, que constituíram a AP nos territórios palestinos e preveem uma solução de dois Estados. Abbas afirmou que a AP está abandonando o Tratado, pois Israel falhou em implementá-lo. "Nós declaramos que não podemos continuar ligados a esses acordos e que Israel deve assumir todas as suas responsabilidade como a força ocupante, porque o status quo não pode continuar", disse Abbas. Abbas, ao citar as contínuas atividades dos assentamentos israelenses e a falha em libertar prisioneiros palestinos, afirmou que a AP "começará a implementação dessa declaração de maneira pacífica e legal". A declaração levanta questões sobre o futuro da Autoridade Palestina e se seu cargo será dissolvido, o que acontecerá com as forças de segurança palestinas e como os palestinos podem continuar a receber investimentos, provenientes na sua grande maioria da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Abbas foi muito claro ao condenar o que chama de violações de Israel durante os mais de 20 anos do Tratado de Oslo. "Israel destruiu as fundações nas quais os acordos políticos e de segurança foram baseados", ele disse. "Ou a Autoridade Nacional Palestina será a condutora do povo palestino da ocupação à independência, ou Israel, o poder ocupante, deve arcar com suas responsabilidades". Abbas declarou que a situação atual é insustentável. Os palestinos precisam de "esperanças genuínas" e enxergarem "esforços de verdade para acabar com esse conflito, acabar com sua difícil situação e conquistarem seus direitos", declarou. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, logo condenou a declaração de Abbas, afirmando que é "enganosa e encoraja a agitação e o desastre no Oriente Médio. Nós esperamos e pedimos que a Autoridade Palestina e o seu líder ajam com responsabilidade e aceitem a nossa oferta para realizar uma negociação direta sem precondições. O fato de ele (Abbas) mais uma vez não nos responder é a maior prova de que ele não tem nenhuma intenção de chegar a um acordo de paz", declarou. O ministro do Interior de Israel, Silvan Shalom, que é responsável pelas negociações com os palestinos, disse ao canal de televisão israelense Channel One que os esforços diplomáticos foram feitos por partes externas para pressionar Abbas a não anunciar medidas radicais, como desmantelar a AP. De acordo com alguns analistas, na declaração de Abbas não foi citado nenhuma medida de fato, como suspender a cooperação de segurança com Israel ou desmantelar a AP. "Eu não acho que isso terá alguma consequência prática", disse Ghassan Khatib, analista político palestino. "O que ele fez foi expressar uma frustração e alertar a comunidade internacional de que a atual situação não é sustentável". O segundo Acordo de Oslo, assinado em 1995 por Itzhak Rabin, Yasser Arafat e testemunhado pelo então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, estipulou que uma total independência para a Palestina e o fim da ocupação militar por Israel ocorreriam em 1999. Ao mesmo tempo, instituiu três áreas na Cisjordânia para um governo transicional. A Área A, cerca de 3% do território da Cisjordânia, foi colocado sob o comando da Autoridade Nacional Palestina. Aos cidadãos israelenses não é permitida a entrada na região e é proibida a construção de assentamentos em qualquer área da Cisjordânia. A Área B, cerca de 25% da Cisjordânia, está sob o controle civil da AP e a segurança é realizada em conjunto pelas forças do exército de Israel e pela polícia palestina. A Área C, cerca de 70% da Cisjordânia, é controlada totalmente por Israel. De acordo com o processo do Tratado de Oslo, Israel deveria ter se retirado em 1999 de partes das áreas B e C, que constituem 60% da Cisjordânia, disse Abbas. Essa retirada nunca ocorreu. Ao contrário, Israel "intensificou a construção de assentamentos por toda a Cisjordânia", declarou Abbas, destruindo a possibilidade de uma solução de dois Estados. Fonte: Dow Jones Newswires.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso