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Diário da Região

14/05/2015 - 20h08min

Rio de Janeiro

Mais de 150 alunos ocupam a reitoria da UFRJ

Rio de Janeiro

Um grupo de 150 alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ocupou a reitoria na Cidade Universitária (Ilha do Fundão, zona norte) esta tarde, por tempo indeterminado. Os estudantes cobram melhoras no sistema de bolsa-auxílio, reforma nos alojamentos e regularização do pagamento aos funcionários terceirizados, em atraso. O ato ocorreu menos de 24 horas após tentativa de invasão da reitoria da Universidade Estadual do Rio (Uerj), que terminou em depredação e deixou cinco funcionários feridos, quarta-feira, 13, à noite. A UFRJ reuniu à tarde o Conselho Universitário, órgão deliberativo formado por alunos, professores e funcionários. Não havia quórum para votações. O reitor Carlos Levi retirou-se sob a justificativa de que encontraria o ministro da Cultura, Juca Ferreira. Foi vaiado pelos alunos, que em coro chamavam-no de "omisso". Depois que Levi saiu, os estudantes ocuparam a reitoria. Pelas redes sociais, chamaram outros alunos. O reitor, cujo mandato termina em julho, retornou à UFRJ e à noite participava de reunião com os invasores. Na noite de quarta-feira, 13, após protesto na frente da Uerj, na zona norte, os manifestantes tentaram invadir a Reitoria, depredaram dependências e agrediram funcionários. Uma porta de vidro foi destruída a chutes. Em nota, a Uerj informou que "um grupo de aproximadamente 100 indivíduos, constituído por pessoas da Uerj e outras tantas de fora, resolveu organizar um ato de repúdio à situação política atual. Entretanto, no decorrer da ação revelou-se que o objetivo não era este. Provocando e agredindo fisicamente os servidores da Uerj, esses indivíduos tentaram invadir a estrutura administrativa central da universidade e, ao não conseguirem, destruíram de maneira violenta e assustadora o patrimônio de nossa instituição". Segundo a Uerj, cinco funcionários foram espancados e tiveram de ser atendidos no Hospital Pedro Ernesto. O episódio foi registrado na 18º Delegacia. Até a noite de ontem, nenhum responsável pelas agressões havia sido identificado, apesar das imagens de câmeras de segurança. Professores de universidades federais fizeram ontem paralisação de 24 horas. Está prevista nova assembleia no dia 21, na qual será discutida a greve. "Fizemos paralisação nacional e vamos avaliar no fim de semana a rodada de negociações com o ministério, mas pelos informes que recebi o governo não apresentou nada", disse a diretora da Associação de Docentes da Universidade Federal Fluminense (UFF), Sônia Lúcio. No fim da tarde, professores fizeram um ato no centro do Rio. Um grande balão trazia a mensagem "Negocia, Dilma!".

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