X
X

Diário da Região

09/12/2016 - 12h46min

Rio

Justiça decreta prisão de seis suspeitos de matar turista italiano no Rio

Rio

Seis suspeitos de assassinar a tiros o turista italiano Roberto Bardella na quinta-feira, 8, tiveram suas prisões temporárias (por 30 dias) decretadas pela juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 9. Todos os acusados, além de um sétimo suspeito, menor de idade, foram reconhecidos em fotografias pelo primo da vítima, Rino Polato, em depoimento à polícia, como integrantes do bando armado que abordou os visitantes no Morro dos Prazeres, no centro da capital. As prisões, pelo assassinato de Bardella e por sequestro e cárcere privado de Polato, foram pedidas pela Divisão de Homicídios. "Tenho que a conduta dos indiciados não atingiu apenas o patrimônio, a vida e o direito de ir e vir das vítimas, ambas turistas italianos. Em verdade, o hediondo episódio maculou, ainda mais, o nome e a fama desta sofrida cidade do Rio de Janeiro e, por via de consequência, de todo o Brasil, que ostenta alarmantes índices de criminalidade urbana", escreveu a juíza. "Como cidadã e como magistrada que sou, tristemente declaro que me envergonho a cada nova ocorrência similar. E a imprensa local, nacional e estrangeira - sensível e eloquente voz da sociedade -, fez repercutir a notícia, dando larga divulgação ao crime que a todos chocou sobremaneira. Com efeito, o evento evidencia a extrema vulnerabilidade dos cidadãos que aqui vivem ou que por aqui passam. E, pior ainda, o evento ora versado e analisado não foi um episódio isolado. Ao contrário e, lamentavelmente, várias outras situações assemelhadas ocorreram nos últimos tempos. Em verdade, estão elas se tornando corriqueiras", escreveu. Os primos italianos faziam, de motocicleta, uma viagem pela América do Sul. Eles tinham visitado o Cristo Redentor e foram direcionados para a favela - que tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) - por meio de um aplicativo. Na comunidade, foram cercados pela quadrilha. Os traficantes armados teriam achado que Bardella era um policial - ele levava uma câmera de filmagem presa ao capacete. Depois de assassiná-lo com tiros na cabeça e em um braço, os criminosos colocaram o corpo na mala de um carro, obrigaram Polato a entrar no veículo e rodaram com ele por mais de duas horas. Acabaram liberando o turista com o corpo do primo perto de um templo religioso. Antes, enterraram pertences das vítimas e lavaram as motocicletas, para limpá-las de eventuais impressões digitais. Rino Polato passou a noite no consulado italiano no Rio. Nesta sexta-feira, deverá deixar o Brasil. Autoridades brasileiras estão ajudando no traslado do corpo de Bardella para a Itália.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso