Diário da Região

14/04/2004 - 12h46min

Caos no Rio de Janeiro

Garotinho vai a Brasília pedir apoio do Exército

Caos no Rio de Janeiro

JB Online O secretário Garotinho e Corrêa (à dir.), ontem, durante entrevista coletiva
O secretário Garotinho e Corrêa (à dir.), ontem, durante entrevista coletiva
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, está reunido com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em Brasília. Garotinho pretende entregar a Bastos o pedido formal do governo do Rio de apoio das Forças Armadas no combate ao crime organizado no Rio. Participam da reunião 18 secretários estaduais de segurança pública. O presidente do colegiado dos secretário de Segurança Pública, o secretário gaúcho José Otávio Germano, informou que o grupo decidiu divulgar comunicado expressando solidariedade ao Rio de Janeiro.

No documento, será pedido ao ministro Márcio Thomaz Bastos que o governo federal faça todo o possível para acabar com a crise de segurança no Estado. Treze deputados federais do Rio de Janeiro solicitaram a Thomaz Bastos intervenção do governo federal no Estado. A Subcomissão Permanente de Segurança Pública fará uma reunião no Plenário do Senado amanhã para discutir e apontar soluções para a violência no Rio, anunciou ontem o presidente José Sarney ao acatar sugestão dos senadores. Na ocasião, serão convidados a debater o assunto a governadora Rosinha Matheus, o prefeito César Maia e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Ontem, a questão do combate ao crime organizado provocou uma troca de farpas entre os governos do Estado e federal. Um dia depois de o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, admitir o uso das Forças Armadas para enfrentar traficantes da cidade, o secretário estadual de Segurança Pública, Anthony Garotinho, cobrou, usando várias vezes a ironia, o envio de quatro mil militares para cercar favelas consideradas perigosas. Garotinho pediu a elite do Exército para os Complexos do Alemão e da Maré e as favelas do Borel, São Carlos e Jacarezinho, deixando de fora as favelas da Rocinha e do Vidigal.

O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, que participou de uma reunião com Garotinho à tarde, e o ministro da Justiça reagiram à proposta. Corrêa disse não ver necessidade do uso das Forças Armadas. O ministro foi mais duro. "Isso não se faz assim: olha, me manda três mil homens ou me manda 500 homens. As Forças Armadas não são instrumento pret-à-porter que se possa pegar e trazer sob a direção de autoridades estaduais", disse. "Se é esse o ofício que está vindo para cá (...), ele é inatendível".

A troca de acusações envolveu também a governadora Rosinha Matheus. Pela manhã, numa entrevista à rádio CBN, ela acusou o governo federal de fazer "politicagem" ao cogitar o uso das Forças Armadas no estado. "Cooperação eu quero, intervenção não. Até porque se for fazer intervenção vai fazer em todas as capitais, porque o Rio não é a capital mais violenta do Brasil", disse a governadora. À tarde, Garotinho continuou atacando o governo. "A governadora entende que recusar uma oferta tão valiosa seria até uma falta de respeito com a opinião pública do Rio de Janeiro", disse, com ironia. "Se os fuzileiros navais ou os pára-quedistas quiserem só a presença deles (nas áreas que seriam cercadas pelas Forças Armadas), nós retiramos nossos policiais, porque há muito trabalho para a polícia fazer. Nós apenas não podemos fazer uma desfeita com o governo federal, que nos oferece um apoio dessa magnitude e dessa importância".

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