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Diário da Região

05/10/2015 - 16h56min

Rio

Especialista em doenças negligenciadas celebra resultado do Nobel de Medicina

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Diretor executivo da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas América Latina (DNDi, na sigla em inglês), o economista Eric Stobbaerts comemorou o fato de o Prêmio Nobel de Medicina ter sido dado a cientistas que se dedicaram a estudar verminoses e malária, doenças que afetam populações pobres. "É muito importante o reconhecimento de que a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos em parasitologia têm impacto importante sobre a saúde global. E é uma inspiração para que novas descobertas sejam feitas", afirmou. Ele ressaltou, no entanto, que não se pode "abaixar os braços". "Só o reconhecimento não é suficiente. É preciso haver mais atenção dos financiadores para medicamentos que envolvam a parasitologia". Stobbaerts lembra que as doenças negligenciadas, como malária, Chagas e filariose, recebem menos de 3% do investimento de laboratórios em pesquisa e desenvolvimento, mas afetam 90% da população mundial. A DNDi, instituição fundada com o dinheiro do Prêmio Nobel de Medicina de 1999, conferido à organização Médicos Sem Fronteiras, se dedica a fomentar pesquisa para remédios contra doenças negligenciadas em todo o mundo. Seis medicamentos já foram criados com a participação da DNDi. Entre eles está o ASMQ, contra a malária, que combina as substâncias artesunato e mefloquina. A bioquímica Youyou Tu, uma das ganhadoras do Nobel de Medicina anunciado nesta segunda-feira, 5, foi a cientista que isolou a substância artemisina, princípio ativo contra a malária, que deu origem ao artesunato. O ASMQ foi desenvolvido em parceria com o laboratório BioManguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz. A entidade lançou novo plano de negócios que inclui o investimento em pesquisas de medicamentos para doenças que não estão entre as que são definidas pela Organização Mundial de Saúde como negligenciadas. "Estamos voltando nossos esforços também para doenças que afetam a humanidade como um todo, como a hepatite C e as bactérias resistentes a antibióticos. Ou porque há falta de inovação ou porque falta acesso a essa inovação. Há medicamentos para hepatite C que podem curar e que um comprimido custa US$ 1 mil. O preço é completamente exorbitante", afirmou Stobbaerts. A meta da DNDi era arrecadar 650 milhões de euros entre 2003 e 2023. A instituição chegou à metade dessa quantia.

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