Diário da Região

10/08/2012 - 10h15min

São Paulo

Comandante da PM comete "ato falho" em gratificações

São Paulo

Pierre Duarte Dinho diz que Nicanor tem de ?explicar? erros em contas de água
Dinho diz que Nicanor tem de ?explicar? erros em contas de água

O comando da Polícia Militar disse ontem que trocou os conceitos de "letalidade policial" por "integridade policial" ao explicar o índice que pretende criar para pagar gratificações aos praças e oficiais. Na terça-feira, durante entrevista, o coronel Roberval Ferreira França disse que iria pagar uma remuneração variável aos policiais que conseguirem reduzir o crime e a letalidade. Ontem, o coronel disse que se expressou de forma equivocada. "Houve um ato falho", afirmou, depois de ouvir a gravação da entrevista, enviada pelo Estado.

Segundo ele, a proposta, a ser apresentada na semana que vem ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), vai depender de cinco indicadores: criminais (conforme taxas de homicídios, roubos, furtos, roubo de veículos, furto de veículos, latrocínios, estupros, roubo de cargas, etc.); indicadores operacionais (armas e drogas apreendidas, prisões em flagrante, procurados da Justiça capturados, etc); índice de satisfação com os serviços e com a PM; índice de confiança na PM; e índice de Integridade Policial (baseado no grau de integridade dos policiais que compõem uma determinada unidade da PM). Os policiais que receberem mais pontos vão ganhar gratificações.

O índice, segundo o coronel, será feito para pagar policiais de unidades territoriais. Não vai ser calculado por indivíduos. Para combater a letalidade policial, o coronel Roberval Ferreira França explica que existem outros instrumentos, a serem incrementados na reforma policial. Um deles é a melhoria da apuração interna dos desvios, agilizando o processo de expulsão.

O aumento da carga de treinamentos, que permitiria ensinar os procedimentos operacionais padrão aos policiais, será outra medida. Atualmente, é dada, uma vez por ano, uma semana de treinamento aos policiais. A ideia na reforma seria aumentar essa carga horária para duas horas de treinamento diárias.

"Atualmente, a PM tem 11 mecanismos internos e 14 mecanismos externos para controlar a letalidade policial, que reduziu bastante nos últimos anos. Estamos enfrentando esse tema com outras ferramentas", disse.

Para o coronel França, a reforma na PM deveria ajudar a mudar a imagem e a forma de agir da corporação. Segundo ele, a intenção é fazer com que a PM seja vista como um "manto protetor" da sociedade. A ideia seria fortalecer a prestação de serviços sociais, que correspondem à maioria do trabalho prestado atualmente pela corporação, que hoje prioriza o combate ao crime. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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