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Diário da Região

13/07/2016 - 11h22min

Pequim

China ameaça declarar área de defesa aérea sobre região marítima disputada

Pequim

O governo chinês alertou outros países nesta quarta-feira que pode criar uma zona de defesa aérea na região disputada do Mar do Sul da China, em resposta à decisão de um tribunal internacional que julgou ser improcedente a reivindicação territorial de Pequim. Segundo o vice-ministro de Relações Exteriores, Liu Zhenmin, o governo pode declarar uma área de defesa aérea sobre esse território caso se sinta ameaçado, um movimento que pode escalar as tensões na região. "Caso nossa segurança seja ameaçada, certamente teremos o direito de demarcar uma zona. Isto dependerá de uma avaliação nossa", disse Liu em um comunicado. "Esperamos que os demais países não tomem esta decisão como uma oportunidade de ameaçar a China e que trabalhem conosco para proteger a estabilidade e a paz na região ao invés de fazerem disso o início de uma guerra." O dirigente, no entanto, também estendeu uma mão às Filipinas, país que levou a disputa à Corte, afirmando que a nação do sudeste asiático poderia se beneficiar da cooperação com a China. Em 2013, o governo filipino questionou as reivindicações territoriais da China sobre a região com base no tratado das Nações Unidas que governa os oceanos. Ontem, uma corte ligada ao Tribunal de Haia declarou que as ambições de Pequim não tinham base legal e que os chineses haviam violado os direitos marítimos das Filipinas ao construir ilhas artificiais na região e prejudicar a atividade pesqueira e petrolífera. No mesmo ano, a China criou uma zona de defesa aérea sobre ilhas disputadas em outra região, no Mar do Leste da China, e exigiu que todas as aeronaves que entrassem na área notificassem antes as autoridades chinesas, ou que sofressem "as medidas militares de emergência". Os Estados Unidos e outros países se recusaram a reconhecer a zona. O ex-presidente filipino, Benigno Aquino III, quem iniciou a disputa em 2013, afirmou que a decisão da corte trouxe clareza e que "agora estabelece melhoras condições para um diálogo entre os países, tendo em mente os direitos e deveres dentro de um contexto de equidade e amizade". A cooperação, no entanto, permanecerá ilusória caso as reivindicações persistam, disse. Seis governos regionais têm ambições sobre o Mar do Sul da China, que é rico em pescados, tem potencial petrolífero e por onde circula, todo ano, cerca de US$ 5 trilhões em comércio global. Fonte: Associated Press.

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