Diário da Região

23/10/2012 - 09h56min

São Paulo

Caça-níqueis: delegado é condenado a 10 anos de prisão

São Paulo

A Justiça condenou o delegado Elpídio Laércio Ferrarezi a 10 anos e 8 meses de prisão por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção e determinou a perda do cargo. Atual titular da Delegacia da Infância e Juventude de Santos, Ferrarezi foi acusado de integrar na década passada a máfia dos caça-níqueis, que, segundo o Ministério Público, arrecadava dinheiro para permitir o funcionamento de bingos na região da Baixada Santista.

O juiz responsável pela sentença, Rodrigo de Moura Jacob, apontou estranheza na evolução patrimonial de Ferrarezi, que já foi delegado seccional de Santos. O policial recebe salário de cerca de R$ 6 mil, tem uma casa de R$ 1,2 milhão na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, em nome da filha, e vive em uma cobertura de 360 metros quadrados em Santos. A casa foi perdida em favor da União.

"A trajetória de vida do Elpídio é muito estranha. Antes de adentrar na polícia, segundo relatos de testemunhas, era comerciante e seu patrimônio era insignificante, possuía um Chevette e levava uma vida bem modesta. Entretanto, bastou ingressar na polícia no cargo de delegado para que sua vida desse uma reviravolta e tanto, seu patrimônio cresceu de forma assustadora", escreveu o juiz.

Além de Ferrarezi, foi condenada por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica sua filha, a advogada Carla Abibe Ferrarezi Martinez. O juiz afirmou na sentença que Carla não tem como comprovar condição financeira para comprar um imóvel milionário.

Outras três pessoas, incluindo um office-boy usado como laranja, para quem foi transferida a posse da casa durante as investigações, foram condenadas por falsidade ideológica. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o delegado é alvo de processo na Corregedoria da Polícia Civil.

Defesa

Advogado de Ferrarezi e de Carla, Elias Jacob afirmou que vai recorrer. "A sentença se afastou das provas dos autos. Vou pedir a absolvição e tenho tranquilidade de que conseguirei", disse.

O advogado afirmou que, na decisão judicial, houve uma supervalorização da casa na Riviera. "Certamente não foi o que gastou para construir a casa em 2002. A perícia contábil declara textualmente que a doutora Carla tinha condições de fazer isso na época da construção."

Segundo Jacob, Ferrarezi é "altamente conceituado na Polícia Civil". "Tanto que uma das testemunhas de defesa é o diretor da Polícia Civil na região", disse. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso