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Diário da Região

02/10/2015 - 23h42min

Nações Unidas

Ataques aéreos na Síria são "inúteis" sem cooperação, diz ministro sírio

Nações Unidas

O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid Moallem, parabenizou a recente intervenção militar da Rússia no país, afirmando que foi solicitada por Moscou e coordenada com o governo em Damasco. "Os ataques aéreos são inúteis, a não ser se feitos em cooperação com o exército da Síria", disse Moallem na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira. Moallem rejeitou a ideia de que as negociações levarão à deposição de Bashar al-Assad, presidente da Síria, mas ao mesmo tempo indicou a vontade do país em participar das conversas na ONU para chegar a uma solução política. "Ninguém deve pensar que, depois de todos esses sacrifícios por mais de quatro anos, que eles podem conseguir através da política o que não conseguiram no campo de batalha", declarou Moallem. O enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, propôs a formação de quatro grupos de trabalho, com todas as partes envolvidas no conflito sírio representadas, com o objetivo de focar em questões como a proteção de civis e o combate ao terrorismo e temas políticos, como uma maneira de iniciar as negociações. O ministro sírio sugeriu que o país está pronto para fazer parte dessas negociações e ser incluído na terceira rodada de conversas em Genebra. Entretanto, ele reiterou que o destino da Síria deve ser decidido pelo seu próprio povo. "O único caminho para uma solução política é através de um diálogo nacional liderado pela Síria, sem qualquer interferência internacional", declarou. A Rússia iniciou o lançamento de ataques aéreos na Síria esta semana, atingindo alvos que o país afirma serem redutos terroristas. As forças de oposição ao governo de Assad, que são aliadas e treinadas com os EUA, afirmam que os ataques da Rússia atingiram todas bases dos grupos anti-regime e não apenas aquelas afiliadas ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda. Moallem também criticou os estados árabes sunitas, citando a Arábia Saudita e o Qatar principalmente, por investirem em um exército de militantes sunitas, acusando-os de " lutar para derramar sangue sírio". Ele ainda declarou que o mundo falhou em proteger o povo sírio ao permanecer calado sobre países que patrocinam forças anti-Assad. Fonte: Dow Jones Newswires.

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