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Diário da Região

01/10/2015 - 11h49min

Rio

Ao comentar morte de adolescente, Pezão sai em defesa da política de segurança

Rio

O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) disse nesta quinta-feira, 01, que a política de segurança do Estado não pode ser medida por episódios como o do menino Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos, morto no Morro da Providência, em que policiais militares foram filmados forjando um auto de resistência (morte em confronto com a polícia). Mas também disse que não são aceitáveis as mortes de policiais que atuam nas Unidades de Polícia Pacificadora. O governador, que lança hoje o campeonato de futebol Copa das UPPs, disse que não é possível paralisar as ações na área de segurança pública. "Temos 60 mil policiais e não podemos julgar nossa política de segurança por essas pessoas que cometem desvios e erros. Pelo desvio de um, dois, ou três policiais. Temos que nos indignar com tudo. A morte do garoto é muito triste, mas também não é trivial a gente achar que é normal matar policiais em qualquer lugar. Também tenho que ressaltar minha indignação tanto como o rapaz que morreu em Nova Iguaçu, de forma brutal, como o policial que foi morto ontem no Alemão", afirmou o governador em entrevista depois de participar da abertura de um seminário de urbanismo na Fundação Getúlio Vargas. Pezão se referia aos policiais militares Bruno Rodrigues Pereira, da UPP Formiga, torturado até a morte ao ser identificado como PM, na noite de domingo, 27, e Caio César Mello, da UPP Fazendinha, que também era o dublador oficial dos filmes Harry Potter, morto em patrulha no Complexo do Alemão, na manhã desta quarta-feira, 30. Pezão disse que em seis anos 2.200 policiais foram afastados por terem cometido "abusos e erros". O governador evitou comentar o aumento do número de casos de resistência, em que as pessoas são mortas durante confronto com policiais, e disse que o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, tem "autonomia total na área de segurança". Pezão ressaltou, porém, o poder de fogo de criminosos. "Não é normal o tráfico ter armamentos que nem nossas Forças Armadas possuem. Temos dificuldades de patrulhar", disse o governador.

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