X
X

Diário da Região

15/04/2016 - 13h18min

São Paulo

Acusado de tortura, policial que agrediu comerciante é preso em SP

São Paulo

Acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelos crimes de tortura, constrangimento ilegal e abuso de autoridade contra o comerciante iraniano Navid Saysan, o investigador José Camilo Leonel, da Corregedoria da Policia Civil, foi preso nesta quinta-feira, 14, a pedido da Justiça. No dia 21 de janeiro, a vítima foi agredida dentro de uma loja nos Jardins (zona sul de São Paulo) após se recusar a devolver o dinheiro para uma amiga de Leonel. As imagens foram gravadas pelo sistema de segurança do comércio foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo. A prisão preventiva foi decretada pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda. "Sua conduta é extremamente grave, merecendo pronta e enérgica atuação estatal, até porque, com ela, sendo usados veículo e armamento públicos, seu ato trasvestido de oficial, atingiu o Estado", disse a magistrada na decisão do último dia 13 de abril. A Secretaria de Estado de Segurança Pública confirmou que Leonel está detido no presídio da Polícia Civil. Antes de ir para a loja, o policial se encontrou com a estudante Iolanda Delce dos Santos, de 29 anos, em um café. Ela quem tinha comprado o tapete e, após se encontrar com o Leonel, se dirigiu até o comércio do iraniano. Ao chegar no local, o comerciante ofereceu um vale-compras, mas negou devolver o dinheiro. Iolanda saiu da loja, ligou para o policial e, em poucos minutos ele chegou ao local, exigindo que Saysan devolvesse o dinheiro dela. Houve então discussão, seguida pelas sequência de agressões. O iraniano chegou a ficar com a cabeça sob a mira da arma de Leonel. Para aumentar o nível de intimidação, o investigador chamou amigos do Grupo de Operações Especiais (GOE), grupamento de eleite da Polícia Civil. O proprietário, os funcionários e a cliente foram levados até a Corregedoria para registrar a ocorrência. Lá, Leonel disse que estava passando pela avenida quando atendeu ao "apelo" de Iolanda. A juíza negou o pedido de arquivamento do processo contra estudante, também acusada de tortura. "Há filmagens indicando que ela que teria chamado o acusado para o local, após a desavença sobre o tapete, que o conhecia anteriormente bem como que ela presenciou toda a ação dele, dos policiais que vieram em reforço, bem como que anuiu com a conduta daquele, concorrendo efetivamente com os crimes", justificou a juíza. O advogado de Iolanda, Roberto Podval, afirmou que "não vai fazer nenhum juízo de valor" sobre a alegação da magistrada. "Ela é a juíza do caso, e ela que decida. Mas para contestar o arquivamento proposto pelo Ministério Público Estadual, antes ela precisa devolver a proposta para Procuradoria-geral de Justiça", disse.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso