X
X

Diário da Região

18/12/2015 - 08h35min

Genebra

Sete mil operários podem morrer até a Copa de 2022, alerta sindicato

Genebra

Copa bilionária, salários miseráveis. Sete mil trabalhadores poderão morrer até o pontapé inicial da Copa do Mundo em 2022, no Catar, se o atual ritmo de vítimas e acidentes nas obras para o torneio não mudar. O alerta é da Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC) que, em um informe, apontou para os problemas na preparação do evento mais polêmico da histórias das Copas. Segundo o estudo, as empresas de construção no Catar vão obter uma receita de US$ 15 bilhões com as obras de estádios e infraestrutura, usando um total de 1,8 milhão de trabalhadores durante os 12 anos de preparação, entre 2010 e 2022. Sem conseguir convencer o governo do Catar ou a Fifa a mudar as leis trabalhistas, os sindicatos optaram por denunciar as empresas, muitas delas ocidentais. As obras estão sendo realizadas por grupos como a ACS (Espanha), Bechtel (Estados Unidos), Besix (Bélgica), Bouygues (França), Carillion (Reino Unido), CCC (Grécia), Ch2M Hill (EUA), CIMIC (Austrália) ou Hochtief (Alemanha). "Todo o CEO operando no Catar sabe que os lucros ocorrem graças aos salários baixos que são pagos e que esses lucros também resultam em mortes", alertou Sharan Burrow, o secretário-geral do sindicato. Em sua avaliação, dezenas de casos de mortes de trabalhadores não estão sendo calculadas. "O governo se recusa a publicar o número de vítimas ou as causas de mortes", disse o sindicalista. Segundo ele, uma projeção inicial era de que 4 mil operários morreriam até 2022. Mas ele revela que os serviços de emergência dos hospitais estão recebendo 2,8 mil pessoas por dia, 20% a mais que em 2014. Esse aumento estaria ligado às obras. "A taxa de fatalidade é acima de mil trabalhadores por ano", denuncia o sindicalista. "Até 2022, serão 7 mil", insiste. Outro problema é questão dos salários. "No projeto do estádio Khalifa, um marco da Copa, trabalhadores ganham US$ 1,50 por hora", denunciou. Diante da recusa da Fifa e do governo em lidar com a crise, o grupo pede que as empresas aumentem os pagamentos, criem um salário mínimo e façam inspeções de segurança.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso