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Diário da Região

25/11/2016 - 00h00min

UMA ÁRDUA TAREFA

Rubro busca 3 milagres para ressuscitar o Teixeirão

UMA ÁRDUA TAREFA

Mara Sousa Reunião na manhã de ontem no Teixeirão que marcou a posse dos novos dirigentes do Rubro
Reunião na manhã de ontem no Teixeirão que marcou a posse dos novos dirigentes do Rubro

Reformar e melhorar a estrutura física do Teixeirão, reorganizar a administração do clube e recuperar o quadro de associados para criar um colégio eleitoral, visando a eleição de 2017, são algumas das metas da nova diretoria do América, nomeada nesta quinta-feira, dia 24, pelo presidente em exercício, Luiz Donizete Prieto, o Italiano. Além disso, os cartolas pretendem tentar salvar a agremiação de perder seu único patrimônio, o Teixeirão, penhorado por dívidas trabalhistas, e ainda buscar recursos para custear a montagem de um elenco e comissão técnica para a quarta divisão do próximo ano.

Em resumo, esta será a missão da nova direção americana. São nove nomes representando o grupo “América Sempre Forte”, formado por 97 pessoas entre torcedores, sócios, conselheiros e simpatizantes, em um trabalho de cogestão com Italiano. Foram nomeados três vice-presidentes. Mara Cristina Barbosa (social), José Augusto Velani (patrimônio e obras) e Cacaco Cunha (comunicação e marketing), além de Marcos Vilela (secretário-geral), Guilherme Modesto Medeiros (1º secretário), Osvaldo Marchini Filho (2º secretário), Marco Luis Sanches (tesoureiro) e Marcelo Polezi (1º tesoureiro).

“A gente entende a desconfiança, pois vínhamos de um ciclo vicioso. Estamos colocando nomes de empresários e de pessoas físicas da cidade para o América voltar a ter credibilidade”, comentou Fernando Marques, um dos líderes do grupo. “Não vai haver um deslize, se houver vamos sair. Vamos chamar o conselho e mudar essa realidade, renovar esse conselho, ver quem realmente quer ficar”, acrescentou. Alguns deles não estavam presentes na apresentação por compromissos pessoais. O presidente do Conselho Deliberativo, João Eurides Rodrigues, também não pôde comparecer.

“Não se administra o América sozinho. Tenho certeza que vamos conseguir essa vitória abrindo as portas para todos ajudarem”, disse Italiano, que firmou a parceria com o grupo até o final do mandato da atual administração, em julho de 2017. O “América Sempre Forte” ainda está sendo respaldado pelos conselheiros decanos Luiz Carlos Jordani, Oswaldo Graciani e Dourival Lemes. “Esse grupo está se dedicando para resgatar outros americanos e fazer base para o América começar a crescer novamente”, disse Graciani. “Se deixar na mão de uma diretoria com duas ou três pessoas, não consegue fazer isso. 

Com bastante sócios se faz caixa ao menos para despesas básicas serem cumpridas”, acrescentou, lembrando que o clube já teve 7,8 mil sócios em seu quadro associativo. “Outros times do interior conseguiram se recuperar e o América também pode.” Os vice-presidentes dos departamentos de futebol amador e profissional, e jurídico deverão ser nomeados em um segundo momento. O acordo com os integrantes do grupo teve o aval do presidente do Conselho Deliberativo, João Eurides Rodrigues. “É preciso restabelecer a credibilidade e atrair investidores. Estou afastado da direção desde 2005, mas vi neste grupo pessoas comprometidas com o América”, destacou Dourival Lemes.

Conselho precisa investigar cartola

O trabalho é árduo, longo e precisa começar pelo Conselho Deliberativo, que ainda não instaurou uma comissão de sindicância para investigar as denúncias de prevaricação e gestão temerária de José Carlos Pereira Neto, o Zé Branco, afastado pelo presidente do Conselho Deliberativo, João Eurides Rodrigues, até janeiro de 2017. Numa primeira tentativa, o conselho afastou Zé Branco que teria depositado dinheiro do clube na conta de uma sobrinha e cobrado mensalidade de garotos para treinarem e jogarem pelo América.

Porém, na Assembleia que apreciaria o relatório, em 17 de outubro, Zé Branco obteve uma liminar na Justiça Comum para retornar ao cargo. O caso deve ter outros desdobramentos na Justiça. No dia 21, o Conselho, por decisão de Rodrigues, voltou a afastá-lo, por deixar de defender o América numa ação de cobrança do advogado Luiz Carlos Tonin, contraída na gestão do ex-presidente Alcides Zanirato, que assinou uma confissão de dívida com o advogado de R$ 963 mil. Uma comissão de sindicância, porém, não foi instaurada. “Tem que haver um julgamento e saber quem vai seguir na presidência”, ressaltou Luiz Carlos Jordani.

 

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