X
X

Diário da Região

28/10/2015 - 11h24min

Genebra

Preso desde maio na Suíça, Marin aceita ser extraditado aos EUA

Genebra

A Justiça da Suíça autorizou a extradição de José Maria Marin, preso em Zurique, para os Estados Unidos. O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aceitou e negocia um acordo no valor de R$ 40 milhões para permanecer em prisão domiciliar em Nova York, onde tem um apartamento. Marin e outros seis cartolas foram detidos no dia 27 de maio na cidade suíça e à pedido da Justiça norte-americana. Segundo o inquérito aberto em Nova York, o brasileiro é suspeito de ter recebido propinas para repassar direitos de transmissão e de marketing da Copa do Brasil e da Copa América. O ex-presidente da CBF era o último dos sete dirigentes a ser examinado e, com a decisão, a Suíça acata a todos os pedidos de extradição dos EUA. Todos, salvo Jeff Webb, recorreram da decisão. A defesa avalia se a decisão dos suíços da alguma forma permite uma brecha para um recurso. Mas se for considerada como uma decisão "forte", os advogados acreditam que prolongar a estadia de Marin na prisão seria apenas uma "perda de tempo". O brasileiro tem um apartamento em Nova York e já negocia uma fiança milionária que o permitirá ficar em prisão domiciliar enquanto o julgamento ocorrer. Pelo acordo, seu imóvel seria confiscado pelos americanos, além de exigir um pagamento extra de mais US$ 7 milhões. Nos EUA, porém, seu julgamento pode levar meses, enquanto os americanos também trabalham para que o brasileiro concorde em ajudar nas investigações. "Todos os requisitos para a extradição estão cumpridos", declarou o Departamento de Polícia da Suíça. "Os fatos apresentados pelos EUA em seu pedido de extradição também são alvos de punição segundo a lei suíça", explicou. De acordo com Berna, "ao aceitar subornos na atribuição de contratos de comercialização esportiva, Marin teria influenciado consideravelmente na concorrência e manipulado o mercado dos direitos relacionados com o meios de comunicação relativos à Copa América". Pelo inquérito americano, uma tabela de preços de propinas foi montado pelas empresas que pagaram o suborno para ficar com o contrato. Marin teria recebido US$ 3 milhões na condição de presidente da CBF. No caso da Copa do Brasil, gravações de conversas que ele manteve com o empresário José Hawilla apontam que ele teria pedido de parte de um suborno pago pela Traffic fosse destinado a ele. A decisão é também uma má notícia para Marco Polo del Nero, atual presidente da CBF, e que também está sendo investigado pelo FBI. O dirigente não sai há quatro meses do Brasil, temendo ser preso. Advogados consideravam que Del Nero estava aguardando uma sinalização no caso de Marin para decidir como lidaria com o cerco que se fecha contra ele. Com a autorização da extradição de Marin, a Suíça indica respaldar a investigação americana.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso