Diário da Região

25/12/2005 - 01h46min

Igualdade

Partidas chamam atenção para o fim do preconceito

Igualdade

Sérgio Menezes Lance de uma das partidas realizadas ontem, no Solo Sagrado
Lance de uma das partidas realizadas ontem, no Solo Sagrado
Chamar a atenção da sociedade para a questão da segregação racial e fomentar o fim do racismo entre os homens foram os objetivos de duas partidas festivas disputadas na tarde de ontem, no bairro Solo Sagrado, em Rio Preto. A festa, sempre realizada no final de ano, é tradicional na zona norte. E existe há três décadas. Os filhos e netos dos idealizadores já participam efetivamente do evento esportivo e pretendem manter vivo nos próximos anos o encontro entre as pessoas, independente da cor da pele, condição social e também da religião. O encontro foi inspirado na África do Sul, onde um jogo era disputado em dezembro. De um lado, ficavam os fazendeiros, brancos, e de outros, os negros. A partida, ainda hoje, é realizada nos mesmos moldes. O presidente da Associação Negros, Brancos e Amigos, Mário Largura, diz que é necessário relembrar o que foi o regime de segregação racial, o apartheid, e mostrar que o caminho da igualdade é o mais salutar. ?Representa muito para a gente. Esse tipo de jogo deveria ser feito em todo o mundo. A gente sabe que o brasileiro que é negro sofre quando vai jogar na Europa?, diz Largura.

E tem gente que participa da festa desde 1979. É o caso do pastor Altair Pereira da Silva, que também é presidente do Conselho Afro de Rio Preto. Ele diz que a partida é uma oportunidade para unir os povos e discutir a questão. ?A gente luta para igualdade social, buscamos oportunidades e queremos o nosso espaço?, diz o pastor Altair. As partidas foram disputadas no campo do sítio São Pedro. O encontro foi alegre tanto entre os jogadores como para as cerca de 50 pessoas que foram torcer, fazer novas amizades e colocar o papo em dia. "É prova de que todos são iguais", afirma o servidor público, Israel Brito, que mora no Solo Sagrado e participou do jogo pela primeira vez. Paulo César, que atuou no São Paulo por quatro anos como lateral-esquerdo, afirma que é importante uma cidade como Rio Preto desenvolver atividade esportiva para mostrar às pessoas que, mesmo no século 21, o racismo existe e deve ser combatido.

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