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Diário da Região

02/09/2016 - 00h00min

MEGAOPERAÇÃO

Justiça investiga Beckenbauer por corrupção na Copa de 2006

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O Ministério Público da Suíça abriu processos criminais contra Franz Beckenbauer e outros três dirigentes alemães, sob a suspeita de que tenham comprado votos para sediar a Copa de 2006, na Alemanha. A eleição foi vencida pelos alemães por apenas um voto de diferença. No ano passado, a imprensa alemã revelou como um caixa 2 foi criado pelo Comitê de Candidatura com verba da Adidas para distribuir dinheiro aos executivos da Fifa que votariam pela sede do Mundial.

Agora, o MP suíço confirmou que vem investigando o caso desde 6 de novembro de 2015 e que, nesta quinta-feira, realizou operações em oito diferentes locais para a apreensão de documentos, computadores e para o questionamento de “diversos” suspeitos e testemunhas.

Além de Beckenbauer, estão sob suspeita Horst Rudolf Schmidt, Theo Zwanziger e Wolfgang Niersbach. Todos ocuparam cargos elevados na Copa de 2006 e na Federação Alemã de Futebol. Hoje são acusados de fraude, lavagem de dinheiro e apropriação indevida de recursos. “As quatro pessoas eram membros do Conselho Executivo que organizava a Copa de 2006”, indicou o MP.

Segundo Berna, a investigação se refere ao financiamento de uma festa de gala, inicialmente avaliada em 7 milhões de euros e que depois teve seu custo reduzido para 6,7 milhões de euros. “Suspeita-se que essas pessoas sabiam que esse dinheiro não seria usado para financiar o evento de gala”, alertou o MP. “Mas sim para repagar uma dívida que não era da Federação de Futebol”, explicou.

A suspeita é ainda de que Beckenbauer enganou seus colegas no conselho da Copa de 2006, levando a Federação Alemã a ter perdas financeiras. A suspeita alemã é de que uma conta paralela com US$ 10 milhões foi estabelecida e alimentada por Robert Louis-Dreyfus, o ex-CEO da Adidas. Os recursos teriam sido usados para comprar quatro votos da Ásia, entre os 24 eleitores da Fifa.

Em 2000, a eleição terminou com 12 votos para a Alemanha, contra 11 da África do Sul. Na ocasião, a abstenção do cartola da Nova Zelândia Charles Dempsey criou uma ampla polêmica, já que garantiu a vitória dos europeus. A suspeita apareceu quando 6,7 milhões de euros foram transferidos para uma conta da Fifa em Genebra, antes de seguir para a conta do empresário Robert Louis-Dreyfus.

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