Diário da Região

11/06/2002 - 06h28min

Fracasso dos campeões

França se despede da Copa sem marcar gols

Fracasso dos campeões

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Durou três melancólicos jogos a aventura da França na Copa do Mundo de 2002. Doze dias - ou 270 minutos - foram suficientes para os atuais campeões do mundo deixarem seu orgulho nos campos da Coréia do Sul e, sem a sonhada passagem pelo Japão, voltarem constrangidos ao seu país. Sem glórias, sem gols e com a reputação arranhada por dinamarqueses, senegaleses - os dois classificados no grupo A - e os também eliminados uruguaios. A derrota para a Dinamarca, nesta terça-feira, por 2 a 0, em Incheon, foi a pá de cal nas pretensões francesas de serem bicampeões. O drama de Zidane, impotente para ajudar seus perplexos companheiros, traduziu bem o que foi seguramente a maior decepção do primeiro Mundial do século 21. Com uma proteção na coxa esquerda, o astro da Copa anterior, tentou o quanto pôde, mas esbarrou na sólida equipe nórdica e nas limitações de coadjuvantes como Candela, Makelele e Dugarry. Mesmo visivelmente sem a melhor condição física e mais parado do que o habitual, Zidane tentou centralizar os lances de ataque da França. Mas o estado precário do craque facilitou a marcação da Dinamarca, que entrou em campo com uma formação fechada no meio-de-campo, com seis homens, e apenas Tomasson à frente.

Aos 10 minutos, a Dinamarca teve o primeiro bom momento da partida, mas a bola cruzada por Jorgensen para a área, em direção a Tomasson, foi contida pela defesa francesa. A primeira jogada de ataque da França foi um lançamento de Candela para Trezeguet, mas o goleiro Sorensen se antecipou bem. Aos 17, em bola mal recuada por Tomasson, a França armou perigoso contra-ataque. Só que Trezeguet, depois de driblar um zagueiro, quis finalizar de esquerda, em vez de passar a Wiltord, livre na área. O chute saiu fraco, para fácil defesa de Sorensen. Aos 21, Vieira encontrou Zidane livre na área e o craque demonstrou toda a sua dificuldade, ao não conseguir dominar uma bola aparentemente fácil para o arremate e deixá-la sair pela linha de fundo. Aos 22, o castigo para a França. Tofting cruzou da direita e Rommedahl surgiu livre na área para deslocar Barthez e fazer 1 a 0. A seleção francesa via ficar mais distante a chance de justificar seu favoritismo e avançar na Copa da Ásia.

Estóico, Zidane deu um chapéu num adversário no meio-de-campo, aos 25, e tentou a arrancada, mas foi facilmente desarmado na seqüência. Os franceses eram reféns de um jogador sem a menor condição de ser útil. O pesadelo só aumentava, com o passar do tempo. Dugarry, aos 31, fez boa jogada pela esquerda e cruzou a bola para a cabeçada de Trezeguet, para baixo, no canto, mas Sorensen defendeu bem. Na raça, os campeões do mundo pressionavam, mesmo se expondo aos contra-ataques dos bem articulados dinamarqueses. Aos 37, um lance de craque. Zidane desarmou um rival próximo à entrada da área e, percebendo o goleiro adiantado, tocou a bola de leve, com categoria, mas, caprichosamente, ela passou rente à junção da trave com o travessão.

Cinco minutos depois, em bela tabela com Zidane e Wilford, Trezeguet penetrou na área, parando, porém, na saída de Sorensen. Os franceses pressionavam. Aos 43, Wiltord chutou de esquerda e o goleiro dinamarquês, mais uma vez, defendeu. Aos 45, Zidane cruzou da esquerda e Trezeguet atrapalhou-se com a bola. Para o segundo tempo, a Dinamarca voltou com Gronkjaer, titular nos dois jogos anteriores, no lugar de Jorgensen. Mas a disposição tática e a movimentação nórdicas não se alteraram. Nem os problemas da França: deficiências na finalização e o mau estado físico e clínico de seu camisa 10. Aos 5 minutos, Zidane cobrou escanteio da direita e Desailly cabeceou na trave. Aos 7, o técnico Roger Lemerre trocou Dugarry pelo jovem Cisse. Aos 13, Zidane tentou chutar de esquerda, da meia-lua, mas a bola bateu na defesa adversária.

Aos 15, num raro contra-ataque dinamarquês, Gronkjaer arriscou de longe, mas a bola passou por cima do travessão de Barthez. Os franceses continuaram a pressionar e a arriscar tabelas pelo meio da área, mas esbarravam na bem postada defesa adversária. Aos 22, o segundo contragolpe da D

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