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Diário da Região

05/05/2017 - 00h00min

AMÉRICA

Ex-parceiro cobra R$ 11 milhões de associação

AMÉRICA

Thomaz Vita Neto/Arquivo Lafaiete no setor de camarotes do Teixeirão; ele comprava materiais em nome da Apcct e diz ter sofrido acusação de falsidade ideológica feita por Graciani
Lafaiete no setor de camarotes do Teixeirão; ele comprava materiais em nome da Apcct e diz ter sofrido acusação de falsidade ideológica feita por Graciani

Ex-gestor do América, Lafaiete Libanio Antoniazzi de Azevedo ingressou na Justiça contra a Associação dos Proprietários de Camarotes e Cadeiras Cativas do Teixeirão (Apccct) e o então presidente Osvaldo Graciani, cobrando uma indenização de R$ 11 milhões por danos morais e materiais. A ação tramita na 6ª Vara Civil de Rio Preto.

Parceiro do Rubro por exatos 329 dias, entre 2010 e 2011, por meio da empresa Direct Rio Marketing e Gestão Esportiva, Lafaiete argumenta ter sido prejudicado e sofrido grave humilhação pela acusação de falsidade ideológica feita por Graciani e a Apccct, que em outubro de 2011 registrou um boletim de ocorrência pelo fato de Lafaiete comprar materiais em nome da entidade, sem a devida permissão.

O Ministério Público acatou a denúncia que foi investigada pela 3ª Vara Criminal de Rio Preto. Em 20 de agosto de 2014, a juíza Luciana Zamperlini Cochito julgou improcedente a ação e absolveu Lafaiete. “Foi uma armação, um boicote, um trabalho que fizeram para me desmoralizar, demorei quatro anos para provar essa situação”, disse o ex-gestor.

Nos seus argumentos, revela a perda de dois contratos milionários que mantinha com as empresas Nexxera e GXS, além de sofrer com questões familiares, como separação da ex-mulher e filha com problemas psicológicos. “Eu sempre trabalhei, desde 1988, no sistema financeiro. Em função dessas mentiras caluniosas perdi os dois contratos, isso está claro no processo. São contratos milionários que eu tinha desde 1999 e foram rescindidos sob a alegação de inidoneidade”, disse o ex-parceiro.

“Meu faturamento que era de 130 mil por mês, em média, passou a zero. Todos os meus relacionamentos comerciais foram afetados por causa dessa mentira do seu Osvaldo Graciani e de outros nove membros dessa associação.” Graciani afirmou que apenas defendeu os interesses da entidade, que arrecadava fundos junto aos proprietários de cativas e camarotes e revertia em melhorias no estádio, que nunca foi concluído pelo América. 

“Ele (Lafaiete) estava fazendo despesas e compras em nome da entidade que não podíamos pagar. Tive de ir na polícia para evitar que ele continuasse. Tenho e-mails dele reconhecendo que fez as dívidas e que nós não tínhamos obrigação nenhuma de pagar”, disse Graciani. “Ele já entrou com ação contra o América, não ganhou, agora é contra nós. Achou que América seria o grande negócio da vida dele e não foi. O clube tem grande despesa, ele gastou dinheiro e agora está tentando recuperar de outra maneira.

Está envolvendo gente que não tem nada a ver com isso”, emendou. Na ação, ele tenta responsabilizar solidariamente os demais integrantes da direção da Apccct. “Como advogado acho que é uma aventura jurídica. Como presidente, vejo que a associação não fez absolutamente nada para prejudicar esse moço e vamos esclarecer isso no processo”, disse o atual presidente da entidade, Sérgio Sanches.

 

Sérgio Sanches e Graciani - 05052017 Sérgio Sanches diz que é aventura jurídica e Graciani afirma ter defendido os direitos da entidade

Ação cita até dirigente já falecido

Além de direcionar a ação por danos morais e materiais ao então presidente e à Associação dos Proprietários de Camarotes e Cadeiras Cativas do Teixeirão, Lafaiete Libanio de Azevedo tenta estender a responsabilidade a todos os diretores da entidade na época. Gerson Vilela, Sérgio Nonato, José Villanova, José Augusto Velani, Everaldo Souza Vieira, Dourival Lemes dos Santos, Dorival Goes, João Henrique dos Reis e até Tácito Roberto de Jesus, já falecido, foram citados na ação.

Nem todos foram notificados ainda e alguns já providenciaram suas defesas, como Everaldo Vieira. “O que ele está fazendo é uma coisa infundada. Aproveitou da justiça gratuita, pois se fosse pagar para pleitear isso teria uma custa de R$ 400 mil”, disse Vieira. “Na petição não comprovou que ganhava um tostão, quem ganha tem de mostrar em declarações de imposto de renda”, acrescentou.

Vieira também falou sobre o ato de preservação de direitos feito pela associação. “Qual vinculação que ele tinha com a associação? Ele não tinha nenhuma autorização para comprar em nome da associação. Nosso recurso, para nos defender, era entrar com uma ação, ou ir à polícia”, disse. “Isso pegou todos de surpresa, agimos com a maior lisura na constituição e na gestão da associação.”

Conselheiro e ex-diretor do América, Dourival Lemes afirmou que só se pronunciará após ser notificado e se informar sobre o processo. “O prazo de manifestação só passa a contar a partir do momento que todos sejam notificados”, disse Lemes. “Eu não fiz nenhum ato que colocasse em risco ou desse prejuízo ao senhor Lafaiete”, acrescentou.

Direct Rio pede R$ 4 mi ao clube

Em setembro de 2013, a Direct Rio Marketing Esportivo, de Lafaiete Libanio Antoniazzi de Azevedo, ingressou na Justiça com uma ação de inadimplência para cobrar R$ 4,5 milhões do América, dinheiro que ele diz ter colocado no clube durante os meses de gestão. A Justiça não reconheceu o direito de Lafaiete, que recorreu da sentença em segunda instância.

Na época em que chegou como parceiro do América, Lafaiete realizou a troca do gramado do Teixeirão e investiu na contratação de atletas e comissão técnica para a disputa do Campeonato Paulista da Série A-2, além de outros serviços. No ano passado, ele chegou a ter um veículo leiloado pela Justiça do Trabalho por conta de ações trabalhistas movidas contra ele e o América. Lafaiete trabalho hoje como vendedor autônomo em uma empresa de ar-condicionado.

 

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