Diário da Região

16/12/2012 - 01h50min

Mar negro

Corintianos rio-pretenses invadem o Japão

Mar negro

Arquivos pessoais Os rio-pretenses, Alexandre Girondi e Carlos Braga, estão no Japão para assistir a final do Mundial de Clubes
Os rio-pretenses, Alexandre Girondi e Carlos Braga, estão no Japão para assistir a final do Mundial de Clubes

Os corintianos de Rio Preto que estão no Japão acompanhando o time do coração sentem-se em casa. Sem contar o frio, que castiga quem está acostumado com as altas temperaturas do interior de São Paulo, os torcedores já se dizem adaptados ao povo e aos costumes orientais. “Os japoneses são muito afetivos”, diz o contador Alexandre Albarello Girondi, 35 anos.


Girondi está com um grupo de seis pessoas, entre rio-pretenses e moradores da região. Eles estão em Yokohama, palco da grande final de hoje. “Encontramos muitos japoneses nas ruas que gritam ‘vai Corinthians’. Os que não falam iglês tentam ajudar de todo o jeito. No trem fomos cantando o tempo todo.”


O que está difícil é controlar a ansiedade. “Quero ser campeão logo.” A confiança está grande, mas Girondi aposta em uma vitória suada, por 2 a 1, com gol aos 43 do segundo tempo. E um dos heróis da conquista seria da região. “Gols de Romarinho, nosso talismã, e do Emerson Sheik.” O grupo não viu o jogo do Chelsea, mas não deixou de provocar. “Sem querer passamos em frente ao hotel deles e vimos quando saíam. Aí gritamos: ‘Vai Corinthians’.”


Se agora estão adaptados, Girondi conta que passaram por alguns apuros, como se perder em Nagoya. “Fomos de trem-bala de Yokohama a Nagoya e de lá para Toyota assistir ao primeiro jogo. Na hora da volta, não tinha trem de Nagoya para Yokohama. Então tivemos de esperar até as 7 horas da manhã para voltar.”

Arquivos pessoais O empresário Luís Oyama ficou impressionado com o estádio
Enquanto esperavam, acharam uma lan house com poltronas reclináveis que também podem quebrar um galho para passar a noite. “Dormimos por 1,3 mil ienes (R$ 32) e usamos a internet. Na volta, uma moça japonesa teve que nos levar até a estação certa. Agora ela está até no Facebook. A gente se vira bem, é tudo alegria.”Durante o primeiro jogo, só o calor da torcida para aquecer. “Estava dois graus. Mas tinha corintiano demais, uma multidão,” diz Girondi. O frio também é a principal queixa do estudante Paulo Vitor Oyama, 18 anos, mas ele esperava sofrer mais. “Não foi tão difícil, mas tem que usar bastante blusa.”Paulo Vitor está com o pai, o empresário Luís Oyama, 48 anos. Eles ficaram encantados com o estádio de Toyota, palco do jogo contra o Al Ahly, do Egito. “É muito grande e tudo muito bem arrumado.” O rendimento da equipe é que poderia ter sido melhor. “Foi bom, mas achei que o time entrou meio desligado no segundo tempo. Foi um jogo típico do Corinthians, sofrido e com emoção.”

Arquivos pessoais Girondi, Braga, Baraldi, Janucci, Denys, Ignácio e Kinho no Vaticano

Diversão até no Vaticano

Não foi só no Japão que os corintianos de Rio Preto chamaram a atenção. Antes de chegar ao país onde acontece o Mundial, eles fizeram escala na Itália e passaram por alguns pontos turísticos e sagrados, como o Vaticano. Por lá, fizeram fotos com uma bandeira com o nome da cidade e pediram a bênção para que o Corinthians alcance o título. No Japão, já saíram pela noite de Yokohama e andaram de trem-bala. “Muito rápido e confortável”, disse Alexandre Albarello Girondi. Antes da final, o grupo de corintianos pretendia viajar até Tóquio para comprar alguns eletrônicos. “Temos passe livre para andar de trem e de trem-bala por sete dias.”Na porta do estádio, o grupo rio-pretense se juntou aos corintianos de todo o Brasil que foram ao Japão. Já Paulo Vitor Oyama e o pai, Luiz, ainda não andaram de trem-bala. Nem sabem se vão experimentar o meio de transporte. “Porque a gente vai para a Disney que tem aqui no Japão e amanhã não sabemos o que vamos fazer”, disse Paulo. Assista abaixo vídeo em que rio-pretense mostra a festa corintiana no Japão: Danilo luta pelo seu 2º títuloCom o seu jeitão caipira, de voz mansa e calma, Danilo pode conquistar o mundo pela segunda vez. Para isso, basta vencer mais um time inglês, assim como ele fez em 2005, quando defendia o São Paulo e superou o Liverpool no mesmo palco da decisão. Aos 33 anos, o meia é um sujeito vivido, experiente. Mineiro de São Gotardo, foi criado na pequena Ibiá, também em Minas Gerais, onde morou na fazenda dos avós. Ali, ganhou do seu primeiro treinador o apelido de Pelezinho e deu os primeiros passos de uma carreira vitoriosa. Jogou no Goiás, São Paulo e Kashima Antlers (Japão) até chegar ao Corinthians, em 2010, pelas mãos de Mano Menezes. Por onde passou, ganhou títulos. Danilo se tornou peça fundamental na engrenagem de Tite. É imprescindível porque é versátil. Na Libertadores, depois que o rendimento de Liedson despencou por causa das dores nos joelhos, o meia passou a jogar de centroavante. Saga corintiana no Japão vira documentárioA saga corintiana no Japão vai virar documentário. E não será aquele que uma equipe contratada pela diretoria produzirá com imagens dos bastidores da equipe na Ásia e que já está tendo trechos divulgados na internet. No melhor estilo “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, o engenheiro Diego Ortiz, 24 anos, tem filmado tudo o que vê, desde o embarque em São Paulo, na semana passada, passando pelos Estados Unidos. Já são mais de 30 horas de gravação.As imagens são feitas com uma câmera GoPro, conhecida como a mais versátil do mundo e cabe na palma da mão. A qualidade é em alta definição, o que permite a reprodução em tela de cinema. “Assim que decidi vir para o Japão, tive essa ideia de gravar tudo para depois fazer um documentário”, contou. “O que a torcida do Corinthians está fazendo aqui no Japão vai entrar para a história e isso não poderia ficar registrado apenas na memória, tinha de ser gravado para ficar para a posteridade.”Ele, no entanto, ainda busca patrocínio para o acabamento. “As imagens estão aí e tenho certeza que todo mundo vai gostar, não só os corintianos. Só preciso de alguém que banque um trabalho de edição bacana.” Em sua estadia pelo Japão, Ortiz já visitou Tóquio, Nagoya, Toyota, Kyoto, Hiroshima e o Monte Fuji, sempre acompanhado de amigos “loucos” como ele. Ortiz diz que as melhores e mais emocionantes imagens foram feitas no dia do jogo contra o Al Ahly.

   

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